2 de outubro de 2008

Princípios fundamentais da Constituição.

"Artigo 4.º (Cidadania portuguesa).
São cidadãos portugueses todos aqueles que como tal sejam considerados pela lei ou por convenção internacional."


Nada contra. O que me envergonha são aqueles portugueses que se insurgem contra os imigrantes aberta ou mesmo veladamente. É preciso ter descaramento e uma grande falta de cultura e conhecimento da nossa história, já para não falar da elementar boa educação. Somos um país de emigrantes, sempre o fomos! Mas não me fico por aqui porque este é também um tema central da sobrevivência nacional e que dá material para outras lenhas. Oh se dá!

Se pensas que é agora a tua vez, e não vês que és
100 % português, 100% impossível de vencer
o tão dotado, infalível, o mercado estrangeiro
vem de fora - "É verdadeiro!?"Até o velho 1, 2, 3, 4 passa a ser
one, two, three, four
E depois, não há tempo p'ra aprender
que nem sempre (sem saber) o movimento vem de fora
vem de toda a volta, fura a toda a volta
vem de barco, avião, comboio, imitação
entretanto vai andando, costumado
o povo português, vai perdendo a sua vez

Sê português, encontra a tua vez
Ser português, ser contra a tua vez

E pensas que é agora que a historia vai mudar
o artista Luso-Qualquer Coisa vai dançar
mas mesmo que não caia, vai ser sempre comparado
ainda bem não está parado é um valor acrescentado
Ainda há muito a fazer por esta causa a rever
rever independentemente como pode ser
como pode ser expressa essa nova novidade
de ser português e ter a sua vez

Sê português, encontra a tua vez
Ser português, ser contra a tua vez
Vai haver um sol nascente na Nação, vai haver, vai haver

Se pensas que é agora a tua vez, e não vês que és
100% português, 100% impossível de vencer
o cobiçado infalível, o produto importado
chega e já tem mercado
Até o velho 1, 2, 3, 4 passa a ser, quer ser
one, two, three, four
E depois, ninguém quer saber
que nem sempre o movimento vem de fora

Vai haver um sol nascente na Nação, vai haver, vai haver

Ser (Português), Clã, álbum "LUSOQUALQUERCOISA"

30 de setembro de 2008

Amanhã estamos em luta!


Uma causa justa.


Podem assinar a petição aqui.

Falta de comunicação...


clicar na imagem para ampliar.

Nisto é que somos mesmo bons...

Os americanos inventaram uma nova máquina de detecção de gatunos. Os primeiros testes decorreram em Nova York e foram um sucesso: em apenas 5 minutos a máquina detectou 1.500 gatunos! Para confirmar a potencialidade do invento resolveram testá-lo também no estrangeiro:

México-3.000 gatunos

Colômbia-4.000 gatunos

Espanha-2.000 gatunos

Angola-5.000 gatunos

Portugal-andam à procura da máquina que foi roubada logo no primeiro minuto!

29 de setembro de 2008

Estás mesmo a pedi-las Ção!


Princípios fundamentais da Constituição.

"Artigo 3.º (Soberania e legalidade).
1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na
Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição."

Estimado ouvinte já que agora estou consigo
peço apenas dois minutos de atenção
é pra contar a história de um amigo
Casimiro Baltazar da Conceição
O Casimiro talvez você não conheça
a aldeia donde ele vinha nem vem no mapa
mas lá no burgo por incrível que pareça
era mais famoso que no Vaticano o Papa
O Casimiro era assim como um vidente
tinha um olho mesmo no meio da testa
isto para lá dos outros dois é evidente
por isso façamos que ia dormir a sesta
Ficava de olho aberto
via as coisas de perto
que é uma maneira de melhor pensar
via o que estava mal
e como é natural
tentava sempre não se deixar enganar
e dizia ele com os seus botões
Cuidado Casimiro cuidado com as imitações
cuidado minha gente
cuidado justamente com as imitações
Lá na aldeia havia um homem que mandava
toda a gente um por um pôr-se na bicha
e votar nele e se votassem lá lhes dava
um bacalhau um pão-de-ló uma salsicha
E prometeu que construía um hospital
uma escola e prédios de habitação
e uma capela maior que uma catedral
pelo menos a julgar pela descrição
Mas o Casimiro que era fino do ouvido
tinha as orelhas equipadas com radar
ouvia o tipo muito sério e comedido
mas lá por dentro com o rabinho a dar a dar
E punha o ouvido atento
via as coisas por dentro
que é uma maneira de melhor pensar
via o que estava mal
e como é natural
tentava sempre não se deixar enganar
e dizia ele com os seus botões
Cuidado Casimiro ...
Ora o tal tipo que mandava lá na aldeia
estava doido já se vê com o Casimiro
de cada vez que sorria à plateia
lá se lhe viam os dentes de vampiro
De forma que para comprar o Casimiro
em vez do insulto do boicote ou da ameaça
disse-lhe sabe que no fundo o admiro
vou erguer-lhe uma estátua aqui na praça
Mas o Casimiro que era tudo menos burro
e tinha um nariz que parecia um elefante
sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
ser honesto não é só ser bem-falante
A moral deste conto
vou resumi-la e pronto
cada qual faz o que melhor pensar
não é preciso ser
Casimiro para ter
sempre cuidado para não se deixar levar
Cuidado Casimiro ...


Cuidado com as imitações, Sérgio Godinho, álbum "Campolide".

Agora sim, começou o Outono!

26 de setembro de 2008

O vaso chinês.


Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava às costas para obter água. Um dos vasos estava rachado e o outro era perfeito. Este último mantinha-se cheio de água ao fim da longa caminhada do rio até casa, enquanto o rachado chegava meio vazio. Durante muito tempo a coisa foi andando assim, com a senhora chegando a casa somente com um vaso e meio de água. Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir trazer só a metade daquilo que deveria. Depois de dois anos, reflectindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta racha que eu tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até a sua casa... A velhinha sorriu e respondeu: Reparaste que lindas flores há somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e plantei sementes de flores na beira da estrada, do teu lado. E todos os dias, enquanto voltávamos, tu regava-las. Durante estes dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa. Cada um de nós tem o seu próprio defeito. Mas é o defeito que cada um de nós tem que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é e descobrir o que há de bom nele.

Recebido por e-mail.

Princípios fundamentais da Constituição.

"Artigo 2.º (Estado de direito democrático).
A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa."


A democracia é o pior
de todos os sistemas
com excepção de todos os outros
Inda há quem se acanhe
com a pronuncia que tem
mas com cinco letras apenas
se escreve a palavra mãe
que é de todas a mais bela
mais bela que o céu azul
e aqui tem mais letras que no sul
Abel foi morto por Caim
irmão nunca vi mais ruim
trespassou Abel
que ao tombar gritou: Mãe!
A mãe, por sinal, já defunta
Levantou-se mesmo assim
Disse pra Caim
Já não és meu filho
Meu filho da mãe
A democracia é também
uma mãe mais doce que o mel
só que às vezes Abel mata Caim
Caim mata Abel
Por aqui se prova, afinal
que mãe, afinal não há só uma
só em Portugal
são mais que as mães.
Em suma:
A democracia é o pior de todos os sistemas
com excepção de todos os outros
Há muitos países que julgam
que têm democracia
inclusive às vezes o nosso
mas encha-se de justiça o fosso
e erga-se a liberdade ao meio
que só de intenções está o inferno cheio
Não há justiça sem liberdade
e o vice-versa é também verdade
essa é a luta, no fundo
p’los direitos humanos no mundo

A Democracia (aforismos), Sérgio Godinho, álbum "Aos amores".


25 de setembro de 2008

O.N.U., O.N.U., 60 anos a levar no cu!


Objectivos:
-Manter a paz mundial
-Proteger os Direitos Humanos
-Promover o desenvolvimento económico e social das nações
-Estimular a autonomia dos povos dependentes
-Reforçar os laços entre todos os estados soberanos

A realidade:
-Permitir aos estados com maior poder fazer a guerra sob a máscara da legalidade
-Deixar que cada estado faça o que bem entende dos Direitos Humanos
-Promover o desenvolvimento económico das nações mais ricas e o social que se lixe
-Estimular a autonomia dos povos dependentes, caso tenham petróleo, ouro ou diamantes
-Reforçar os laços entre todos os estados soberanos, sempre a troco de algo
Querem ver porquê?
Maiores contribuintes para o orçamento da ONU em percentagem do orçamento total (dados de 2006):
1ºEUA 22 % - G8
2ºJapão 19,47 % - G8
3ºAlemanha 8,66 % - G8
4ºReino Unido 6,13 % - G8
5ºFrança 6,03 % - G8
6ºItália 4,89 % - G8
7ºCanadá 2,81 % - G8
8ºEspanha 2,52 %
9ºChina 2,05 %
10ºMéxico 1,88 %
11ºAustrália 1,59%
12ºBrasil 1,52 %
E como o infinitamente grande é igual ao infinitamente pequeno, isto funciona como cá o financiamento dos partidos. Ora deixa cá ver quem é que vai fazer a auto-estrada Continente-Madeira. Hum, estes gajos da Mota-Engil deram uma pipa de massa...
O G8 decide uma grande parte das políticas globais, social e ecologicamente destrutivas, sem qualquer legitimidade nem transparência. Então esta não seria uma função claramente atribuída à O.N.U.? Definitivamente, mas isso não seria favorável aos mais ricos!

Conselho de Segurança:
O Conselho de Segurança é constituído por quinze Estados, sendo cinco membros permanentes (China, França-G8, Federação Russa-G8, Reino Unido-G8 e Estados Unidos da América-G8) e dez eleitos pela Assembleia Geral, por um período de dois anos (art. 23º, da Carta das Nações Unidas). A sua principal função é garantir a Segurança Colectiva e a Manutenção da Paz Mundial... Que puta de falácia! O que temos assistido, com especial incidência para a Guerra do Iraque, é à promoção unilateral da guerra através de invasões a países soberanos e também eles membros da O.N.U. de pleno direito, com base em mentiras. Como é possível que alguém acredite? A qualificação jurídica da guerra contra o Iraque protagonizada pela coligação anglo­‑americana não oferece quaisquer dúvidas: trata-se de uma violação grosseira do princípio da proibição do uso da força pelos Estados individualmente considerados, consagrada no artigo 2.4 da Carta das Nações Unidas, e ainda de um crime de agressão tal como previsto genericamente no Estatuto de Roma que cria o Tribunal Penal Internacional. A lista de violações de Resoluções do Conselho de Segurança (já de si um grupo restrito de estados que não refletem a necessária pluralidade da instituição) é grande. O prémio de violações (não punidas) das decisões da O.N.U. cabe a dois grandes aliados dos Estados Unidos da América, Israel e Turquia. Por si sós, esses dois países abrangem mais de três quintos das violações cometidas (56, de um total de 91) pelos 191 Estados membros das Nações Unidas. É caso para perguntar o que é que estão lá a fazer.

Desde 1968, as decisões do Conselho de Segurança condenando a política israelita foram votadas com certa regularidade, com exceção do período 1971-1979, durante o qual os dois países mais criticados pela comunidade internacional foram principalmente a Turquia e Marrocos.

A atitude imperturbável da O.N.U.:
A Turquia foi objecto de condenações (bastante pacíficas diga-se) por parte do Conselho de Segurança 24 vezes. Todas se referiam à questão de Chipre, onde o norte da ilha continua ocupado por tropas de Ancara apesar das inúmeras resoluções das Nações Unidas que exigem a sua retirada.

Marrocos foi objecto de 16 resoluções do Conselho de Segurança em relação ao Saara ocidental. Os outros países que foram objecto de resoluções pouco ou não respeitadas foram a Croácia (6), a Indonésia e a Arménia (4 cada uma), o Sudão (3), e a Rússia, a Índia e o Paquistão (uma resolução em cada caso). A placidez do Conselho de Segurança não foi perturbada por qualquer dessas transgressões. Pudera!
As imperfeições do sistema da O.N.U. foram manifestas desde a sua criação. A organização fundava-se sobre contradições patentes. Primeiro, a sua criação era necessária, pois não se podia contar com Estados ávidos e belicosos para evitar a guerra, respeitar os direitos dos seus cidadãos ou aliviar o sofrimento dos povos situados fora de suas fronteiras. Em segundo lugar, assim como a Constituição americana havia saudado a igualdade, mas legitimado a escravidão, a Carta das Nações Unidas proclamava o direito à autodeterminação e encorajava a descolonização, enquanto muitos Estados-membros resistiam a abandonar as suas colónias (a descolonização fez passar o número de países-membros de 51, no ano em que a organização nasceu, a 117 vinte anos depois; atualmente conta com 191 membros). Em terceiro lugar, as Nações Unidas davam a mesma voz às ditaduras e às democracias, enquanto que a sua Carta tomava partido, incentivando os Estados-membros a respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais. Em quarto lugar, como toda a organização, a O.N.U. dependia de uma direção detentora de autoridade, mas o poder foi dado a uma comissão, o Conselho de Segurança, preso a querelas intestinas e dominado por cinco membros permanentes com interesses e sistemas políticos muito divergentes. Por fim, a fundação da O.N.U. baseava-se na ideia de que as agressões entre fronteiras, causa principal da Primeira Guerra Mundial, constituíam a ameaça mais grave para a humanidade. A história iria mostrar que as ameaças mais sérias podem vir de Estados que violam os direitos dos seus cidadãos, no interior das suas fronteiras...
Em 2004 descobriu-se que os soldados da força de paz enviados por Marrocos, África do Sul, Nepal, Paquistão, Tunísia e Uruguai abusaram sexualmente de mulheres no Congo e na Libéria. Funcionários das Nações Unidas responsáveis pelo programa Alimento em troca de Petróleo, destinado a alimentar os iraquianos no fim dos anos 1990, que atingia 65 bilhões de dólares, foram acusados de receber subornos. A Comissão das Nações Unidas para os direitos humanos, presidida em 2003 pela Líbia, reelegeu o Sudão com um mandato de três anos em 2004, bem no meio de uma campanha de massacres étnicos no Darfour, que já havia feito dezenas de milhares de vítimas no país. No começo de 2005, quando a organização chegou ao fundo do poço, Bush anunciou que o próximo embaixador americano junto da O.N.U. seria John Bolton, o homem que não reconhece a existência do direito internacional e declara que se as Nações Unidas “perdessem cinco andares, isso não faria diferença nenhuma”.
Antes do escândalo do programa Alimentos em troca de Petróleo, nada havia manchado tanto de sangue a bandeira da ONU como os massacres no Ruanda e em Srebrenica – matanças perpetradas em 1994 e 1995 na presença das forças da O.N.U. encarregadas da manutenção da paz. Então à frente do departamento de operações de manutenção da paz em Nova York, Kofi Annan foi advertido da iminência dos extermínios por Romeo Dallaire, seu general de campo no Ruanda. De maneira imperdoável, Annan não transmitiu esse alerta ao Conselho de Segurança.
Por tudo isto, por toda a ignomínia, pela injustiça e pela mentira, não podemos deixar de dizer:

O.N.U., O.N.U., 60 anos a levar no cu!
Texto adaptado daqui, daqui, daqui e daqui.



23 de setembro de 2008

Ironia suprema do destino...



Não precisa mesmo de comentários, é só rir!

19 de setembro de 2008

História dos Direitos Humanos.


Parece-me oportuno, para termos uma noção do tempo que leva já a luta pelos Direitos Humanos, fazer aqui uma pequena resenha histórica desses princípios, também eles permanentemente desrespeitados por esse mundo fora.

Os direitos humanos são o resultado de um longo percurso e foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O início desta caminhada remete-nos para a área da religião, quando o Cristianismo, durante a Idade Média, é a afirmação da defesa da igualdade de todos os homens numa mesma dignidade. Foi também durante esta época que os filósofos cristãos recolheram e desenvolveram a teoria do direito natural, em que o individuo está no centro de uma ordem social e jurídica justa, mas a lei divina tem prevalência sobre o direito laico, tal como é definido pelo imperador, o rei ou o príncipe. Mais tarde, a Escola do direito natural, defendeu a existência de direitos que pertencem essencialmente ao homem, que são inerentes à natureza, de que ele goza pelo simples facto de ser homem. Com a idade moderna, os racionalistas dos séculos XVII e XVIII reformulam as teorias do direito natural, deixando de estar submetido a uma ordem divina. Para os racionalistas todos os homens são por natureza livres e têm certos direitos inatos de que não podem ser despojados quando entram em sociedade. Foi esta corrente de pensamento que acabou por inspirar o actual sistema internacional de protecção dos direitos do homem. A evolução destas correntes veio a dar frutos primeiro em Inglaterra e depois nos Estados Unidos da América. A Magna Carta (1215) deu garantias contra a arbitrariedade da Coroa e influenciou diversos documentos, como por exemplo o Acto Habeas Corpus (1679), que foi a primeira tentativa para impedir as detenções ilegais. A Declaração Americana da Independência surgiu a 4 de Julho de 1776, onde constavam os direitos naturais do ser humano que o poder político deve respeitar. Esta declaração teve como base a Declaração de Virgínia, proclamada a 12 de Junho de 1776, onde estava expressa a noção de direitos individuais. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, proclamada em França em 1789, e as reivindicações ao longo dos séculos XIV e XV em prol das liberdades, alargou o campo dos direitos humanos e definiu os direitos económicos e sociais, mas o momento mais importante na história dos Direitos do Homem ocorre eno período 1945-1948. Em 1945, os Estados tomam consciência das tragédias e atrocidades perpetradas durante a 2º Guerra Mundial, o que os levou a criar a Organização das Nações Unidas em prol de estabelecer e manter a paz no mundo. Foi através da Carta das Nações Unidas, assinada a 20 de Junho de 1945, que os povos exprimiram a sua determinação em preservar as gerações futuras do flagelo da guerra, proclamar a fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignindade e valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres, assim como entre nações, grande e pequenas, em promover o progresso social e instaurar melhores condições de vida numa maior liberdade. A criação das Nações Unidas simboliza a necessidade de um mundo de tolerância, de paz, de solidariedade entre as nações, que faça avançar o progresso social e económico de todos os povos. Os principais objectivos das nações unidas passam por manter a paz, a segurança internacional, desenvolver relações amigáveis entre as nações, realizar a cooperação internacional resolvendo problemas internacionais do cariz económico, social, intelectual e humanitário, desenvolver e encorajar o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais sem qualquer tipo de distinção. Assim, a 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem. A Declaração Universal dos Direitos do Homem é fundamental na nossa sociedade e alguns Estados fazem referência directa nas suas constituições nacionais. A Declaração Universal dos Direitos do Homem ganhou uma importância extraordinária, contudo não obriga juridicamente que todos os Estados a respeitem e, devido a isso, a partir do momento em que foi promulgada, foi necessária a preparação de inúmeros documentos que especificassem os direitos presentes na declaração, procurando desta forma obrigar os Estados a cumpri-la. Foi nesse contexto que no período entre 1945-1966 nasceram vários documentos . A junção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, os dois pactos efectuados em 1966, nomeadamente o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, bem como os dois protocolos facultativos do Pacto dos Direitos Civis e Políticos (que em 1989 aboliu a pena de morte), constituem A Carta Internacional dos Direitos do Homem.

Texto adaptado da Wikipédia.

18 de setembro de 2008

Estás mesmo a pedi-las Ção!


Princípios fundamentais da Constituição.

"Artigo 1.º (República Portuguesa).
Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária."


Soberana... Por isso anda a reboque dos interesse inconfessáveis dos E.U.A. e seus capachos, pactuando com invasões ilegais a países soberanos, por isso cede o espaço aéreo para vôos ilegais da C.I.A. e em clara violação pelos mais elementares Direitos Humanos, por isso promove a todo o custo a ratificação (porreiro pá!) de um Tratado Europeu que apenas visa reforçar o neoliberalismo selvagem (que está a ter um desfecho no mínimo ridículo nos E.U.A.), o federalismo e o militarismo no seio da U.E., por isso entrega recursos hídricos nacionais (como a água, imagine-se, a água!) a monopólios privados dos quais ficaremos reféns por gerações e a preços de mercado internacional, por isso deixa escapar áreas estratégicas da nossa economia (como a energia e a banca) para as mãos de grupos espanhóis, por isso defende a continuação da Política Agrícola Comum e os subsídios para não se produzir que resulta na importação de 60% a 80% da alimentação de que o país necessita! Deve ser por aí que é soberana.
Baseada na dignidade da pessoa humana? Onde está a dignidade num país com 2 milhões de pessoas (20% da população caralho!) no limiar da pobreza e muitas centenas de milhar de pensões e reformas de miséria, onde mais de 20% das crianças vivem na pobreza absoluta, com profundas desigualdades e injustiças sociais, baixos salários generalizados e deficiente acesso à saúde? Onde?
Não vou sequer falar na vontade popular, manietada diariamente pela comunicação social que apresenta tudo o que é mau e regressivo nos direitos como factos inevitáveis. Vou uma vez mais dar voz ao José Mário Branco que os topa à légua:
"Tu fazes como os outros, fazes o que tens a fazer, votas na esquerda moderada nas sindicais, votas no centro moderado nas deputais, e votas na direita moderada nas presidenciais! "
Livre, justa e solidária. Não me falem sequer em justiça que me começam logo a encarquilhar as unhas dos pés e isso são refluxos gástricos para outras lenhas. Por ventura o investimento público e privado têm primado por esbater as assimetrias regionais? Nunca! E a região de Lisboa e Vale do Tejo continua placidamente a aumentar como uma metástase desenfreada e internamente enlouquecida. O que temos na prática é uma sociedade condicionada, injusta e solitária. Estamos a ser comidos amigos.