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14 de março de 2012

Paul Gilding no TED: A Terra está saturada.









Todos os caminhos nos levam ao Projeto Vénus. Pelo menos a algo muito parecido, uma economia baseada nos recursos e não no dinheiro que tudo, mas tudo, corrompe.

29 de dezembro de 2011

Falta de matérias-primas na indústria pode chegar em cinco anos. As "profecias" de Jacques Fresco começam a surgir...

Bomba-relógio. É este o nome sugestivo de um relatório da consultora norte-americana PricewaterhouseCoopers (PwC) que incidiu sobre algumas das maiores indústrias de transformação nas áreas dos produtos químicos, automóvel, energias convencionais e renováveis, aviação, metais, infra-estrutura e alta tecnologia.
O documento pretendia saber qual o impacto que uma escassez de matérias-primas terá, e onde, ao longo dos próximos cinco anos.
Dos vários setores, os líderes de negócios nas áreas automóvel, de produtos químicos e energia temem que serão os mais atingidos de acordo com o estudo "Falta de minerais e metais na indústria: uma bomba-relógio".
Para Malcolm Preston, diretor de sustentabilidade global na PwC, "Há muitas indústrias que só agora reconhecem que temos estado a viver acima dos meios do planeta. Novos modelos de negócio vão ser fundamentais para que se consiga responder aos riscos e oportunidades colocados pela escassez de metais e minerais".


Governo e empresas devem estar cientes da escassez
Hans Schoolderman, principal autor do estudo, acrescenta: "O crescimento da população mundial, o aumento dos níveis de riqueza e a mudança nos padrões de vida estão a elevar os níveis de consumo globais, criando uma procura cada vez maior de recursos", diz. "Eu penso que tanto os Governos como as empresas devem estar cientes da abrangência, da importância e da urgência da escassez de matérias-primas renováveis e não-renováveis: energia, água, terra e minerais", conclui.
Entre os minerais e metais na lista de "crítica" estão o berílio, o cobalto, tântalo, o flurospar e o lítio. O berílio é usado na aviação e projetos aerospaciais, bem como em armamento militar, enquanto o cobalto se usa por exemplo para baterias recarregáveis de automóveis e o tântalo ao nível dos telemóveis, computadores e eletrónica automóvel. O flurospar é usado na indústria de construção, no fabrico de vidro e cimento, bem como em estrututas de aço e o lítio é usado generalizadamente em baterias.


Instabilidade e interrupções já em 2016
Segundo o estudo, o risco de escassez em todos os setores deve aumentar significativamente, levando a instabilidade e a interrupções de fornecimento potencial nos próximos cinco anos, mas isso também vai criar oportunidades para a vantagem competitiva.
O relatório indica que 77% das indústrias consultadas admite que a escassez de metais e minerais é um tema importante para os seus negócios. A indústria automóvel é uma das que já está em nível de alerta - 80% dos inquiridos demonstrou inquietação face à falta de matérias-primas - ao passo que as empresas nos setores das energias renováveis e bens de consumo já estão a sentir alguma instabilidade no fornecimento de matérias-primas. Os setores que se seguirão, de acordo com o documento, são os da aviação, tecnologias de ponta e infraestruturas, que deverão sentir a falta no abastecimento de forma crescente até 2016.
Curiosamente, o estudo norte-americano reconhece que das empresas europeias, em regra, estarão mais bem preparadas com programas e políticas de minimização de riscos a este nível dos que nos EUA.
O estudo da PwC abrangeu 69 executivos de sete setores diferentes em três continentes, Ásia-Pacífico, Américas (Norte e Sul) e Europa. A maioria das empresas são protagonistas-chave no mundo, com faturação de mais de 10 biliões de dólares.


Notícia aqui.


E isto é apenas a ponta do iceberg... Não convem falar muito do assunto para não por em causa o ainda vigente modelo económico. Se fizerem o download do prospeto "Desenhando o Futuro", disponível aí do lado direito da página, e colocarem a palavra escassez na busca, vão perceber a consciência cientificamente comprovada que o autor tem sobre a escassez a todos os níveis e as soluções que aponta para a ultrapassar. Claro que o sistema financeiro mundial não quer ouvir falar dessas alternativas, muito porque significariam o seu fim. Não acham que está mais do que na hora de tomar consciência do que estamos a falar?

26 de outubro de 2011

Skylar Tibbits no TED: Conseguimos construir coisas que se construam a si mesmas?




Mais um contributo para o sucesso do Projecto Vénus

29 de julho de 2011

Michael Pawin no TED: usando o génio da natureza na arquitectura.












Mais um bocado de biomimética, fascinante aliás, e aspectos técnicos que fazem parecer o Projecto Vénus já um bocado ultrapassado... Ainda bem! Nunca se pode pensar num processo com aquela complexidade como algo hermético e encerrado.

22 de fevereiro de 2011

Vamos ver se somos capazes de lhe acrescentar valor...

Um estudo divulgado esta semana pela empresa de consultoria MarketResearch.com indica que a procura de litío para a construção de baterias de iões de lítio para a indústria automóvel vai quadriplicar ao longo dos próximos 10 anos.

O mesmo estudo revela que em 2010 o mercado mundial de lítio ascendeu a 11 mil milhões de dólares (€8 mil milhões), mas que em 2020 deverá rondar os 43 mil milhões de dólares (€31,5 mil milhões).

Alguns analistas do setor extrativo garantem ao Expresso que Portugal tem aqui uma oportunidade única para "marcar pontos" neste importante mercado, pois atualmente já é o 5º maior exportador mundial de lítio, e tem potencial de exploração para mais 70 anos. Estes dados são confirmados, aliás, num dos relatórios mais recentes do Departamento de Energia norte-americano.

Indústria automóvel interessada no lítio português


O problema é que Portugal apenas vai até à produção de concentrado de lítio, ou seja, não acrescenta mais valor ao seu produto, tendo que o vender em bruto para os smelters (proprietários de fundições) de outros países. Esses, sim, é que entregam à indústria automóvel o lítio pronto para ser utilizado em baterias de carros elétrios. São também estes intermediários que faturam uma parte considerável do processo de transformação do lítio.

O Expresso sabe, no entanto, que o principal produtor de lítio em Portugal está já a ser sondado por várias empresas multinacionais da indústria das baterias para carros elétricos, no sentido de formar parcerias que possam passar pela criação de uma fundição em Portugal. Ou seja, poderia ser um passo à frente no processo, em que o país acrescentaria valor ao seu recurso natural.

Para além da indústria automóvel, o lítio também, é utilizado na indústria eletrónica (telemóveis), farmacêutica e prevê-se que venha a ter cada vez mais aplicações na indústria aeroespacial e também na área militar.

A preocupação das construtoras de automóveis é tão grande em relação ao lítio que algumas já estão a entrar no capital social de algumas empresas mineiras em várias zonas do globo. A nipónica Mitsubishi ainda recentemente tomou posição em algumas empresas do sector extrativo, na área do lítio, em dois países da América do Sul. Também a Toyota terá feito o mesmo, segundo algumas fontes do sector automóvel.

Com estes avanços para a área mineira, a indústria automóvel quer garantir, de alguma forma, que não vai ter problemas no abastecimento dessa importante matéria-prima, para que a nova área de negócio dos carros elétricos, que agora desponta, não fique comprometida.


Notícia aqui.

O que o jornalista se esqueceu de referir é que a construção de baterias já é, ou vai começar a ser, feita em Potugal (A fábrica de baterias para carros eléctricos da Nissan em Cacia, Aveiro, arranca hoje (11/2/2011) com o lançamento da primeira pedra, que tem o início da produção previsto para o próximo ano.), o que permite acrescentar ainda mais valor ao produto extraído em solo nacional. Veremos como se vão comportar os agentes nacionais, tanto públicos como privados.

9 de fevereiro de 2011

Ficamos ansiosamente à espera!

Jim Leape, director geral do World Wildlife Fund (WWF), para além de advogado formado em Harvard, nos Estados Unidos, e especialista em questões ambientais, é também um idealista e optimista militante.

Num comunicado emitido ontem pelo WWF, Leape diz que "se continuarmos a depender dos combustíveis fósseis enfrentaremos um futuro de ansiedade relativamente aos custos da energia, segurança e impactos das alterações climáticas".

As suas declarações surgem a propósito da divulgação pelo WWF de um relatório sobre o futuro da energia à escala global, onde se afirma com toda a segurança que "a totalidade da energia que o mundo necessita pode ser obtida de forma limpa, renovável e economicamente sustentável até 2050".

O adeus aos combustíveis fósseis

O relatório, que demorou dois anos a realizar, contém uma análise detalhada e um cenário apresentado pela Ecofys, uma consultora na área da energia, e uma análise da WWF. Mostra que até 2050 as necessidades de energia, transporte e energia doméstica e industrial podem ser satisfeitas com usos residuais de combustíveis fósseis e nucleares - reduzindo-se drasticamente as ansiedades sobre energia, segurança, poluição e não menos importante, alterações climáticas catastróficas.

A energia eficiente em edifícios, veículos e indústria serão um ingrediente chave, a par de um aumento das necessidades energéticas geradas de forma renovável e distribuídas através de smart grids (redes inteligentes).

No contexto do cenário da Ecofys, em 2050 a procura total de energia será 15 por cento mais baixa do que em 2005, apesar do aumento da população, dos outputs industriais, das viagens e do transporte de mercadorias e da energia disponível para aqueles que não gozam dos seus benefícios. O mundo já não dependerá do carvão ou dos combustíveis nucleares, enquanto as regras internacionais e a cooperação limitarão potenciais estragos ambientais gerados pelo desenvolvimento do biocombustível e da hidro-electricidade.

€4 triliões de benefício

Providenciar energia limpa e a custos controlados à escala necessária requererá um esforço global - semelhante à resposta global à crise financeira mundial, mas os benefícios serão muito superiores a longo prazo a nível da energia renovável comparativamente aos investimentos necessárias nesta área das renováveis e da eficiência energética até 2040. O WWF estima que num cenário de "Business As-Usual" os custos da energia limpa até 2050 serão de €4 triliões. Do ponto de vista político e ambiental, providenciar energia limpa pode permitir evitar conflitos internacionais relacionados com o abastecimento de energia, riscos de derrames de petróleo e quebras nas cadeias de abastecimento de combustíveis que são inerentes à exploração dos combustíveis fósseis.

O cenário do Relatório Energia considera a redução de 80 por cento das emissões de CO2 no abastecimento de energia a nível mundial até 2050 - conferindo um nível de confiança elevado de que o aumento da temperatura média anual será limitado a menos de dois graus Celsius, evitando assim catástrofes ao nível dos impactos das alterações climáticas.

"Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem," afirma Jim Leape. "Temos que garantir energia para todos sem prejudicar o nosso planeta e este relatório mostra que nós somos capazes".

Portugal no bom caminho

Portugal tem já um caminho percorrido nessa direcção: uma elevada percentagem da energia que consumimos é renovável e é estratégico o investimento no desenvolvimento destas fontes de energia (como a energia das ondas).

Conta ainda com experiências a nível das smart-grids e dá os primeiros passos a nível de mobilidade eléctrica (carro eléctrico), cujo combustível (electricidade) terá uma fracção de energias renováveis, o que não acontece com a mobilidade a gasóleo ou gasolina. "Estes investimentos têm de se manter para se atingir o Cenário da Energia Limpa em 2050", considera Ricardo Vieira, especialista em energia do WWF em Portugal.

"Portugal enfrentará ainda grandes desafios para atingir este cenário. Existe um longo caminho a percorrer ao nível de melhoria da eficiência energética, ao nível agrícola e industrial (produção de produtos) e ao nível dos edifícios. Existe também a questão do transporte: a necessidade de desenvolver e melhorar o transporte público, bem como promover a sua utilização."

Notícia aqui.