Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens

14 de abril de 2010

O fazedor de ícones.

Morreu Malcolm McLaren, o arquitecto do punk britânico.
O antigo gestor dos Sex Pistols e uma das figuras de referência da música punk, Malcolm McLaren, morreu quinta-feira, aos 64 anos.O anúncio foi feito pelo filho do músico, Joe Corre, que informou que o pai faleceu em resultado de uma forma extremamente agressiva de cancro, na Suíça, sem revelar a localização exacta para evitar a presença da comunicação social. Malcolm McLaren «foi o original músico punk e revolucionou o mundo», disse Corre, em conversa telefónica com a Associated Press. McLaren alcançou a fama como gestor dos Sex Pistols, mas este aluno de Artes que abandonou os estudos também ficou conhecido pela polémica loja de roupas que abriu na londrina King's Road com a sua então namorada, Vivienne Westwood, em 1971. A loja mudou de nome e ramo várias vezes, estando aberta como SEX, World's End e Seditionaries, antes de o casal se separar. O jornalista de música Jon Savage, que escreveu England's Dreaming, uma história dos Sex Pistols e da era punk, disse que «sem Malcolm McLaren não teria havido qualquer punk britânico». Ele foi, acrescentou, «um dos raros indivíduos que teve um grande impacto na vida social e cultural da nação». Apesar de os Sex Pistols se terem separado depois de sair o seu único álbum, Never Mind the Bollocks, de 1977, os seus cânticos bizarros, roucos e rebeldes inspiraram muitas bandas posteriormente. O seu baixista, Sid Vicious, morreu de uma dose excessiva de heroína em 1979, depois de ter sido acusado de assassinar a namorada, Nancy Spungen, em Nova Iorque, em 1978. A carreira de McLaren na música foi mais do que gerir os Sex Pistols: também teve uma carreira a solo, canções marcantes no hip-hop e trabalhou na música eletrónica, pop e até na ópera. Além da música e da moda, McLaren também esteve no jornalismo e na produção de filmes, trabalhando com realizadores como Quentin Tarantino e Steven Spielberg. Corre, que é o filho resultante da relação com Westwood, continua a tradição familiar de misturar choque com sucesso, ao ser um dos fundadores da cadeia de lingerie Agent Provocateur. O filho de McLaren acrescentou que este desejava ser incinerado no cemitério de Highgate, a norte de Londres, perto do local onde nascera.

Notícia aqui.

Punk's not dead!

22 de janeiro de 2010

Aos Amigos.

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos, com os livros atrás a arder,
para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente dentro do fogo.
Temos um talento, doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.


Vitorino - Álbum "Flor de la Mar", sobre poema de Herberto Helder



11 de janeiro de 2010

14 de dezembro de 2009

15 de julho de 2009

Cálice.

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça




Chico Buarque de Holanda, Álbum "Chico Buarque 1978"

4 de junho de 2009

Uma inspiração.

Não liguem à imagem final...

7 de abril de 2009

Petição pela Reparação do Orgão de Tubos do Mosteiro de Lorvão.

A Freguesia de Lorvão – Concelho de Penacova, orgulha-se do seu imponente Mosteiro, cujas origens remontam ao Séc. VI. Trata-se de um Monumento Nacional, assim classificado desde 1910. O Mosteiro de Lorvão foi, ao longo da sua longa história, um reduto espiritual e o depositário de um vasto património artístico e cultural, de características únicas no panorama Nacional, inspirador, aliás, de uma singular maneira de viver das comunidades que se foram desenvolvendo fora da cerca monástica, e que aí têm o seu núcleo identitário. De todo o conjunto patrimonial, a par da harmoniosa Igreja, da belíssima grade do coro e do magnífico cadeiral, emerge o grandioso órgão de tubos, cujo restauro é uma das maiores aspirações dos habitantes da nossa Freguesia e Concelho. De facto, desde 1992, ano em que foi adjudicado o seu restauro ao organeiro conimbricense Sr. António Simões e levados de Lorvão grande parte dos seus componentes, muitas têm sido as situações impeditivas de que o restauro do órgão se concretize. O maior obstáculo surgiu com uma Acção Judicial que opôs o referido organeiro ao Estado, Acção que correu os seus trâmites nos Tribunais durante uns escandalosos 14 anos, tendo culminado, em 2006, com um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que deu provimento às razões invocadas pelo então IPPAR. Terminado que foi o processo judicial, foram muitas as diligências levadas a cabo pela Junta de Freguesia de Lorvão, pela Câmara Municipal de Penacova e pela Associação Pró-Defesa do Mosteiro de Lorvão, para que tão valioso património artístico e cultural do nosso país fosse finalmente recuperado e colocado no seu local de origem, a fim de que a nossa comunidade e todos quantos nos visitam, nacionais e estrangeiros, o pudessem admirar. É com grande tristeza que constatamos, que nada foi feito. O Estado, através do Ministério da Cultura, parece ter ignorado a importância para o país, e em especial para esta Freguesia, deste elemento exuberante da nossa herança cultural colectiva (trata-se do único órgão de duas fachadas da Península Ibérica). Não compreendemos como, volvidos quase 16 anos, o nosso Mosteiro, símbolo maior da nossa identidade, continua despido de um dos seus mais ricos elementos! Assim, os abaixo signatários da presente petição, vêm exigir, em nome da preservação do património cultural nacional, o rápido restauro do órgão do Mosteiro de Lorvão.



Assinai aqui a petição irmãos!

11 de fevereiro de 2009

Is it really so strange?

I left the north
I travelled south
I found a tiny house
and I can't help the way I feel
Oh yes, you can kick me
And you can punch me
And you can break my face
But you won't change the way I feel
'Cause I love you
And is it really so strange ?
Oh, is it really so strange ?
Oh, is it really so, really so strange ?
I say no, you say yes
(and you will change your mind)
I left the south
I travelled north
I got confused - I killed a horse
I can't help the way I feel
Oh yes, you can punch me
And you can hurt me
And you can break my spine
But you won't change the way I feel
'Cause i love you
And is it really so strange ?
Oh, is it really so strange ?
Oh, is it really so, really so strange ?
I say no, you say yes
(but you will change your mind)
I left the north again
I travelled south again
and I got confused - I killed a nun
I can't help the way I feel
I can't help the way I feel
I can't help the way I feel
(I lost my bag in Newport Pagnell)
Why is the last mile the hardest mile ?
My throat was dry, with the sun in my eyes
And I realised, I realised
I could never
I could never, never, never
Go back home again




The Smiths, álbum "Rank"




5 de fevereiro de 2009

Xácara das bruxas dançando.

Ó castelos moiros, armas e tesoiros
Quem vos escondeu
Ó laranjas de oiro que ventos de agoiro
Vos apodreceu
Há choros, ganidos, à luz das cavernas
Onde as bruxas moram
Onde as bruxas dançam, quando os mochos amam
E as pedras choram
Caravelas, caravelas
Mortas sob as estrelas
Como candeias sem luz
Os padres da inquisição
Fazendo dos vossos mastros
Os braços da nossa cruz
Caravelas
As bruxas dançam de roda
Entre o visco dos morcegos
Dançam de roda raspando
As unhas podres de tojo
Na noite morta do fogo
Como num tambor de rojo
Caravelas, caravelas
Mortas sob as estrelas
Como candeias sem luz
Os padres da inquisição
Fazendo dos vossos mastros
Os braços da nossa cruz
Caravelas

Trovante, álbum "Trovante 84"


21 de dezembro de 2008

Sentimentalismo...

U2 em 1981 - I will follow, álbum Boy
Não, já não é o Jim Morrisson. E o playback estava a dar os primeiros passos... Ponham mas é o som ALTO!

29 de novembro de 2008

Ivan Meets G.I. Joe. The Clash.

So you're on the floor, at 54
Think you can last - at the Palace
Does your body go to the to and fro?
But tonight's the night - or didn't you know
That Ivan meets G.I. Joe
He tried his tricks- that Ruskie bear
The United Nations said it's all fair
He did the radiation - the chemical plague
But he could not win - with a cossack spin
The Vostok Bomb - the Stalin strike
He tried every move - he tried to hitch hike
He drilled a hole - like a Russian star
He made every move in his repertoire
When Ivan meet G.I. Joe
Now it was G.I. Joe's turn to blow
He turned it on - cool and slow
He tried a payphone call to the Pentagon
A radar scan - a leviathan
He wiped the Earth - clean as a plate
What does it take to make a Ruskie break?
But the crowd are bored and off they go
Over the road to watch China blow!
When Ivan meets G.I. Joe

Ivan Meets G.I. Joe, The Clash, álbum triplo "Sandinista"

15 de novembro de 2008

Jeremias o fora-da-lei.


Vou falar-vos dum curioso personagem: Jeremias, o fora-da-lei
Descendente por linha travessa do famigerado Zé do Telhado
Jeremias dedicou-se desde tenra idade ao fabrico da bomba caseira
Cuja eloquência sempre o deixou maravilhado
Para Jeremias nada se assemelha à magia da dinamite
A não ser talvez o rugir apaixonado das mais profundas entranhas da terra
E só quando as fachadas dos edifícios públicos explodirem numa gargalhada
Será realmente pública a lei que as leis encerram
Há quem veja em Jeremias apenas mais uma vítima da sociedade
Muito embora ele tenha a esse respeito uma opinião bem particular
É que enquanto um criminoso tem uma certa tendência natural para ser vitimado
Jeremias nunca encontrou razões para se culpar
Porque nunca foi a ambição, nem a vingança, que o levou a desprezar a lei
E jamais lhe passou pela cabeça tentar alterar a Constituição
Como um poeta ele desarranja o pesadelo para lá dos limites legais
Foragido por amor ao que é belo e por vocação
Jeremias gosta do guarda roupa negro e dos mitos do fora-da-lei
Gosta do calor da aguardente e de seguir remando contra a maré
Gosta da forma como os homens respeitáveis se engasgam quando falam dele
E da forma como as mulheres murmuram: fora-da-lei
Gosta de tesouros e mapas sobretudo daqueles que o tempo mais maltratou
Gosta de brincar com o destino e nem o próprio inferno o apavora
Não estando disposto a esperar que a humanidade venha alguma vez a ser melhor
Jeremias escolheu o seu lugar do lado de fora
Jeremias escolheu o seu lugar do lado de fora



Jorge Palma, álbum "O Lado Errado da Noite".

Já agora fica aqui a ligação para o óptimo site deste Grande Senhor.

Esta também vem bem a propósito!



12 de novembro de 2008

Miriam Makeba.

Uma mensagem de uma amiga fez-me pensar que poderia ter dito mais alguma coisa sobre a Miriam Makeba. Ela diz!





Adriana Calcanhotto, Senhas.

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem





Álbum "Senhas"


11 de novembro de 2008

Cantarei até que a voz me morra.




Morreu a cantora sul-africana Miriam Makeba.

29 de outubro de 2008

Music is my aeroplane.

Já têm mais música seleccionada ali na caixinha do lado direito. Basta escolher e escutar. Não quero que vos falte nada!

15 de outubro de 2008

Natural rhythm.




Mais um excelente vídeo de Coldcut, álbum "Let us play", que anuncia com a sua semente voadora a chegada para breve de sangue novo a este blog. Stay tunned!

7 de outubro de 2008

Music is my aeroplane.

Eu sei que tinha dito que os ficheiros eram pesados, etc e tal, mas não resisti e acabei por introduzir mesmo uma aplicação de música. Que cinzenta seria a vida sem ela! Espero sinceramente que gostem da selecção, embora se trate apenas da primeira que irei disponibilizar. Se não gostarem, podem sempre escolher outra lista na aplicação. Fixe, não? Enjoy!

3 de outubro de 2008

Cão raivoso!

Mais vale ser um cão raivoso
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor o dia inteiro
e a dar-lhe da lã e da carne e da vida
e do traseiro
mais vale ser diferente do carneiro
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado
Mais vale ser um cão raivoso
que um caranguejo
que avança e recua e depois
solta um bocejo
e que quando fala só quer ser como
o caranguejo
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado
Mais vale ser um cão raivoso
que uma sardinha
metida, entalada na lata
Educadinha
pronta a ser comida, engolida, digerida
E cagadinha
Mais vale ser diferente da sardinha
um cão raivoso que sabe onde ferra
ferra fascistas e chama-lhe um figo
olhos atentos patas na terra
Viva o cão raivoso
tem o pelo eriçado
seu dente é guloso
e o seu faro ajustado
Cão raivoso, cão raivoso, cuidado
Mais vale ser um cão raivoso
dentes à mostra
e estar sempre pronto a morder
e a dar resposta
a toda e qualquer podridão escondida
dentro da crosta
dentro da crosta das belas ideias
gato escondido de rabo de fora
dentro da crosta das belas ideias
gato escondido de rabo de fora, de fora, de fora


Cão raivoso, Sérgio Godinho, álbum "à queima-roupa"

2 de outubro de 2008

Emigração. Vamos pôr os pontos nos is!

Portugal tem sido desde o século XV um país de emigrantes, facto que acabou por condicionar toda a sua história. Nos século XV e XVI a emigração dirigiu-se sobretudo para as costas do norte de África (Marrocos), ilhas atlânticas (Açores, Madeira, São Tomé, Cabo Verde, Canárias) e depois da descoberta do caminho marítimo para a Indía (1498) espalha-se pelo Oriente, mantendo-se muito activa até finais do século XVIII.
Em meados do século XVI aumenta a emigração para o Brasil, o qual acaba por se tornar no século XVII no principal destino dos portugueses, o que se manterá sem grandes oscilações até finais dos anos 50 do século XX.

Em finais do século XIX os portugueses começam a procurar activamente novos destinos alternativos ao Brasil, quer na Europa, quer no outro lado do Atlântico. Ao longo do século XX, fora da Europa, espalham-se pelos EUA, Argentina, Venezuela, Canadá, Austrália, etc. O fluxo emigratório para África aumenta, em especial para Angola, Moçambique e outras regiões da África Austral como a África do Sul, Zimbabwe ou o Congo.
A grande debandada do país, ocorre todavia a partir de finais dos anos 50, e dirige-se agora para a Europa: França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Suíça, etc. O impacto deste surto emigratório será tão forte que abala toda a sociedade portuguesa. Em menos de dez anos, imigram para a França, por exemplo, mais de um milhão portugueses.

Texto retirado daqui.


Contigo, na nossa terra
quisera eu bailar
contigo, eu trocara a jura
de a gente se amar
contigo, na nossa terra
quisera eu viver
mas vivo numa outra terra a trabalhar
e a ganhar
p’ra viver
e a viver
p’ra ganhar
Eu sei que na minha terra
há gente a lutar
quisera eu estar lá com eles
sem ter que emigrar
mas tanto atirei semente
sem ter de colher
que pedi um passaporte
para emigrar
e ganhar
p’ra viver
e viver
p’ra ganhar
Eu fui lavar saudades ao Tejo
a aguinha doce deu-me logo um beijo
eu fui lavar saudades ao Douro
abraços desses valem mais do que ouro
Aqui em terra distante
vivo mal e bem
sinto saudades imensas
de quem me quer bem
tenho um salário melhor
não há que duvidar
mas era na minha terra
que eu devia estar
e ganhar
p’ra viver
e não ter
que emigrar
Haja um dia que vem vindo
quem dera que já
em que eu faça uma viagem
de cá para lá
e que o trabalho me renda
sem ter que emigrar
que eu viva na minha terra
a trabalhar
e ganhar
p’ra viver
e não ter
que emigrar
Eu fui lavar saudades ao Tejo...

Vivo numa outra terra, Sérgio Godinho, álbum "Campolide"