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16 de maio de 2011

A Constituição não-escrita do P.S..

Todas as Repúblicas têm uma Constituição, mas certas Repúblicas têm duas: a primeira (pública e escrita) para garantir a legitimidade institucional, a segunda (oculta e não-escrita) para conduzir a verdadeira acção política do Governo. Passados 6 anos de governação de José Sócrates, alguns artigos da Constituição não-escrita do PS tornaram-se suficientemente claros para que os pudéssemos compilar.


I. O PS é o guardião do regime. Sem o PS, o regime cairia. Defender o PS é, portanto, defender o regime.
II. Não se pode confiar a Administração Pública aos inimigos do regime. Portugal é de todos, mas o Estado é dos socialistas -- entende-se por socialistas os militantes do Partido Socialista.
III. O interesse geral é definido a partir do interesse particular da liderança do PS, porque são uma e a mesma coisa.
IV. A unanimidade faz a força. A crítica interna à liderança do PS apenas favorece os inimigos do regime.
V. São inimigos da Pátria todos os que são inimigos do PS. Porque ao PS compete "Defender Portugal", só o PS tem legitimidade para identificar os inimigos do regime.
VI. A legitimidade vale mais do que a legalidade.
VII. O PS e o Governo reservam-se o direito de desrespeitar o normal funcionamento das instituições políticas quando o seu respeito é prejudicial para os interesses do PS (e, portanto, do país).
VIII. Em tempos de crise, o PS não pode ser responsabilizado pelos males da Pátria, originados por uma Oposição desleal. Quanto mais tempo o PS governar, maior a responsabilidade da Oposição nos destinos do país.
IX. O PS nunca se contradiz, apenas se adapta à nunca previsível realidade. O mundo muda, e o PS muda com ele.
X. A única sociedade livre é a que depende do Estado, e portanto do PS. Os privados são inimigos do desenvolvimento social e agentes da Oposição.


Artigo aqui.

Não deixa de ser uma boa apreciação do "modus operandi" dos socialeiros...

12 de outubro de 2010

Hoje em dia são cada vez mais vistos como um estorvo e uma despesa...

Paleontólogos espanhóis descobriram provas que os levam a acreditar que os primeiros europeus não eram propriamente animais, antes pessoas que tratavam dos seus membros mais débeis, os idosos e doentes. Os resultados desta investigação foram publicados na "Proceedings of the National Academy of Sciences". A análise dos ossos fossilizados de um homem pré-histórico, que viveu há cerca de 500 mil anos, está na base desta conclusão. O indivíduo, apesar de sofrer de graves lesões na bacia e na coluna vertebral, que lhe curvavam o corpo e impediam de caminhar sem a ajuda de um apoio, era tratado como membro do grupo. O fóssil foi descoberto em 1994 e pode ser visto no Museu da Evolução Humana, em Burgos, Espanha. "Este homem era muito provavelmente incapaz de caçar, entre outras actividades. A sua sobrevivência durante um período considerável de tempo com esses impedimentos permite-nos colocar a hipótese de que o grupo nómada a que pertencia cuidava dos seus idosos", pode ler-se no estudo. Pela análise dos ossos, os cientistas acreditam que o homem morreu com mais de 45 anos, uma idade que, na época, era já avançada. Os ossos fossilizados foram encontrados no Norte de Espanha, numa gruta em Atapuerca. Trata-se de um local onde existem vários vestígios de civilizações pré-históricas. "Ao invés de ser um fardo, ele pode ter tido conhecimentos valiosos que partilhou com os outros membros do grupo que o ajudaram a sobreviver, fornecendo-nos evidências de um grupo altamente socializado com laços de solidariedade", afirmou Alejandro Bonmatí, um dos paleontólogos envolvidos no estudo.

Notícia aqui.

Não dá pena pertencer à chamada sociedade ocidental, supostamente civilizada?

9 de setembro de 2010

Nunca é de mais lembrar...

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática. O linguísta dos Estados Unidos Noam Chomsky elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através da comunicação social:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioe-conómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

17 de abril de 2010

26 de fevereiro de 2010

18 de fevereiro de 2010

Sócrates, até quando?

Miguel Urbano Rodrigues - 09.02.10

Pertenço a uma geração que se tornou adulta durante a II Guerra Mundial. Acompanhei com espanto e angústia a evolução lenta da tragédia que durante quase seis anos desabou sobre a humanidade. Desde a capitulação de Munique, ainda adolescente, tive dificuldade em entender porque não travavam a França e a Inglaterra o III Reich alemão. Pressentia que a corrida para o abismo não era uma inevitabilidade. Podia ser detida. Em Maio de 1945, quando o último tiro foi disparado e a bandeira soviética içada sobre as ruínas do Reichstag, em Berlim, formulei como milhões de jovens em todo o mundo a pergunta:

«Como foi possível?»

Hitler suicidara-se uma semana antes. Naqueles dias sentíamos o peso de um absurdo para o qual ninguém tinha resposta. Como pudera um povo de velha cultura, o alemão, que tanto contribuíra para o progresso da humanidade, permitir passivamente que um aventureiro aloucado exercesse durante 13 anos um poder absoluto. A razão não encontrava explicação para esse absurdo que precipitou a humanidade numa guerra apocalíptica (50 milhões de mortos) que destruiu a Alemanha e cobriu de escombros a Europa? Muitos leitores ficarão chocados por evocar, a propósito da crise portuguesa, o que se passou na Alemanha a partir dos anos 30. Quero esclarecer que não me passa sequer pela cabeça estabelecer paralelos entre o Reich hitleriano e o Portugal agredido por Sócrates. Qualquer analogia seria absurda. São outros o contexto histórico, os cenários, a dimensão das personagens e os efeitos.

Mas hoje também em Portugal se justifica a pergunta «Como foi possível?»

Sim. Que estranho conjunto de circunstâncias conduziu o País ao desastre que o atinge? Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo? O descalabro ético socrático justifica outra pergunta: como pode um Partido que se chama Socialista (embora seja neoliberal) ter desde o início apoiado maciçamente com servilismo, por vezes com entusiasmo, e continuar a apoiar, o desgoverno e despautérios do seu líder, o cidadão Primeiro-ministro? Portugal caiu num pântano e não há resposta satisfatória para a permanência no poder do homem que insiste em apresentar um panorama triunfalista da política reaccionária responsável pela transformação acelerada do país numa sociedade parasita, super endividada, que consome muito mais do que produz. Pode muita gente concluir que exagero ao atribuir tanta responsabilidade pelo desastre a um indivíduo. Isso porque Sócrates é, afinal, um instrumento do grande capital que o colocou à frente do Executivo e do imperialismo que o tem apoiado. Mas não creio neste caso empolar o factor subjectivo. Não conheço precedente na nossa História para a cadeia de escândalos maiúsculos em que surge envolvido o actual Primeiro-ministro. Ela é tão alarmante que os primeiros, desde o mistério do seu diploma de engenheiro, obtido numa universidade fantasmática (já encerrada), aparecem já como coisa banal quando comparados com os mais recentes. O último é nestes dias tema de manchetes na Comunicação Social e já dele se fala além fronteiras. É afinal um escândalo velho, que o Presidente do Supremo Tribunal e o Procurador-geral da República tentaram abafar, mas que retomou actualidade quando um semanário divulgou excertos de escutas do caso Face Oculta. Alguns despachos do procurador de Aveiro e do juiz de instrução criminal do Tribunal da mesma comarca com transcrições de conversas telefónicas valem por uma demolidora peça acusatória reveladora da vocação liberticida do governo de Sócrates para amordaçar a Comunicação Social. Desta vez o Primeiro-ministro ficou exposto sem defesa. As vozes de gente sua articulando projectos de controlo de uma emissora de televisão e de afastamento de jornalistas incómodos estão gravadas. Não há desmentidos que possam apagar a conspiração. Um mar de lama escorre dessas conversas, envolvendo o Primeiro-ministro. A agressiva tentativa de defesa deste afunda-o mais no pântano. Impossibilitado de negar os factos, qualifica de «infame» a divulgação daquilo a que chama «conversas privadas». Basta recordar que todas as gravações dos diálogos telefónicos de Sócrates com o banqueiro Vara, seu ex-ministro foram mandadas destruir por decisão (lamentável) do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para se ter a certeza de que seriam muitíssimo mais comprometedoras para ele do que as «conversas privadas» que tanto o indignam agora, divulgadas aliás dias depois de, num restaurante, ter defendido, em amena «conversa» com dois ministros seus, a necessidade de silenciar o jornalista Mário Crespo da SIC Noticias. Não é apenas por serem indesmentíveis os factos que este escândalo difere dos anteriores que colocaram José Sócrates no banco dos réus do Tribunal da opinião pública. Desta vez a hipótese da sua demissão é levantada em editoriais de diários que o apoiaram nos primeiros anos e personalidades políticas de múltiplos quadrantes afirmam sem rodeios que não tem mais condições para exercer o cargo. O cidadão José Sócrates tem mentido repetidamente ao País, com desfaçatez e arrogância, exibindo não apenas a sua incompetência e mediocridade, mas, o que é mais grave, uma debilidade de carácter incompatível com a chefia do Executivo.
Repito: como pode tal criatura permanecer como Primeiro-ministro?
Até quando, Sócrates, teremos de te suportar?


in "O Diário"

22 de janeiro de 2010

Flor de la Mar - A Bela Adormecida.

Adormecem, nos abismos dos sete oceanos, barcos portugueses que na procura de outras terras e seguindo o espírito da obra do Infante D. Henrique que aspirava (e consegui-o) fazer de Portugal um império comercial no contexto das nações do Velho Mundo. (...)

A Flor de la Mar, nau de 400 toneladas construída em Lisboa em 1502. Neste ano e sob o comando de Estevão da Gama (irmão de Vasco da Gama), sulca os mares em direcção à India. A segunda viagem acontece em 1505 e, ao dobrar o Cabo da Boa Esperança, sofreu um rombo no casco reparada em Moçambique. Participa na conquista de Ormuz, em 1507 na batalha de Diu, em 1509 na conquista de Goa, em 1510 e em 1511 na conquista de Malaca. Afonso de Albuquerque utilizou-a para transportar de Malaca o espólio tomado na conquista do entreposto comercial rico e o mais significativo de toda a Àsia. (...)

A nau não venceu a tormenta que pairou no estreito de Malaca na noite de 20 de Novembro de 1512. Ficou sepultada a “bela adormecida” na base do mar com: ouro, pedras preciosas, obras de arte, mercadorias exóticas, adornos que o grande capitão da Índia desejaria que servissem de vaidade e decoração fúnebre do seu mausoléu. (...)
Retirado aqui.

21 de dezembro de 2009

Doutores à força...


(clicar para aumentar)

9 de outubro de 2009

Mapa das assimetrias regionais...


Como caricatura das assimetrias regionais nacionais de que falei nestas lenhas, apresento a imagem acima, obtida aqui, e que ilustra perfeitamente no nosso território o "cancro" protagonizado pela Área Metropolitana de Lisboa. Assim não há solidariedade pá!

24 de setembro de 2009

16 de setembro de 2009

22 de agosto de 2009

Não confundir a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras...

Os especialistas dizem que a Loja Mercúrio, da Grande Loja Regular de Portugal (GLRP), é das mais influentes no universo maçónico nacional. É certo que não integra a maior obediência da Maçonaria portuguesa - o GOL (Grande Oriente Lusitano) - mas entre os seus efectivos contam-se personalidades que têm a obrigação de estar muito bem informadas sobre o que de mais importante se passa em Portugal. Por exemplo: Jorge Silva Carvalho, chefe de gabinete do chefe máximo dos serviços secretos portugueses, Júlio Pereira, secretário-geral do SIRP (Serviços de Informação da República Portuguesa). É nessa loja maçónica que "milita" também Rui Paulo Figueiredo, 38 anos, assessor jurídico do primeiro-ministro e, ao que parece, responsável, segundo a Presidência da República (citada pelo Público) por ter parecido demasiado curioso numa viagem de Cavaco à Madeira, cuja comitiva integrou, acompanhando o ministro Pedro Silva Pereira. Rui Paulo Figueiredo - que o DN não conseguiu contactar - é licenciado em Direito e especialista em marketing. Além do mais, cultiva amizades com o lobby pró-americano de Lisboa, presidindo ao Instituto Transatlântico Democrático e colaborando com a FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento). Sendo militante do PS, foi notícia em Janeiro de 2007, quando substituiu Manuel Maria Carrilho na vereação de Lisboa.

In Diário de Notícias de Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009.

O que vos posso dizer é que um verdadeiro Maçon nunca se faria de convidado a uma mesa onde não é bem-vindo. É uma falta de ética e de verticalidade que não se coaduna com quem se ocupa a lapidar a pedra bruta. E por falar em coisa bruta, espreitem aqui o "regular" de quem se fala acima... Ou seja, mais vale ser irregular!

18 de agosto de 2009

Porra, o Preto é mesmo o Diabo!

Ao pedir a um cunhado médico que lhe engessasse o braço antes de uma prova judicial de caligrafia que o poderia incriminar, António Preto mostrou ter um nervo raro. Com este impressionante número, Preto definiu-se como homem e como político. Ao tentar impô-lo ao país como parlamentar da República, Manuela Ferreira Leite define-se como política e como cidadã. Mesmo numa época de grande ridículo e roubalheira, Preto distinguiu-se pelo arrojo e criatividade. Só pode ter sido por isso que Manuela Ferreira Leite não resistiu a incluir um derradeiro arguido na sua lista de favoritos para abrilhantar um elenco parlamentar que, agora sim, promete momentos de arrebatadora jovialidade em São Bento.
À tribunícia narrativa de costumes de Pacheco Pereira e à estonteante fleuma de João de Deus Pinheiro, vai juntar-se António Preto com o seu engenho e arte capazes de frustrar o mais justiceiro dos investigadores. Se alguma vez chegar a ser intimado a sentar-se no banco dos réus, já o estou a ver a ir ter com o seu habitual fornecedor de imobilizadores clínicos para o convencer a fazer-lhe um paralisador sacro-escrotal que o impeça de se sentar onde quer que seja, tribunal ou bancada parlamentar.
Se o convocarem para prestar declarações, logo aparecerá com um imobilizador maxilo-masséter-digástrico que o remeterá ao mais profundo mutismo, contemplando impávido com os olhos divertidos de profundo humorista os esforços inglórios do poder judicial para o apanhar, enquanto sorve, por uma palhinha apertada nos lábios, batidos nutritivos com a segurança dos imunes impunes.
Em dramatismo, o braço engessado de Preto destrona os cornos de Pinho. Com esta escolha, Manuela Ferreira Leite veio lembrar-nos que também há no PSD comediantes de grande calibre capazes de tornar a monotonia legislativa no arraial caleidoscópico de animação que está a fazer do Canal Parlamento um conteúdo prime em qualquer pacote de Cabo.
Que são os invulgares familiares de José Sócrates, o seu estranho tio ou o seu temível primo que aprende golpes de mão fatais na China, quando comparados com um transformista que ilude com tanta facilidade a perícia judiciária? António Preto é mesmo melhor que Vale e Azevedo em recursos dilatórios e excede todos os outros arguidos da nossa praça com as suas qualidades naturais para o burlesco melodramático.
Entre arguidos, António Preto é um primo inter pares. Ao fazer tão arrojada escolha para o elenco político que propõe ao país como solução para a nossa crise de valores, Manuela Ferreira Leite só pode querer corrigir a percepção que o eleitorado possa ter de que ela é uma cinzentona sem espírito de humor e que o seu grupo parlamentar vai ser o nacional bocejo.
A líder social-democrata respondeu às marcantes investidas de Pinho com as inimitáveis braçadas de Preto. Arguidos na vida política há muitos, mas como António Preto há só um. Quem o tem, tão fresco e irreverente como na primeira investigação judicial, é Manuela Ferreira Leite e o seu PSD. Karl Marx, na introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, escreve que "a fase final na história de um sistema político é a comédia". Com estas listas do PSD e com a inspiração guionística de António Preto, Ferreira Leite está a escrever o último acto.


Artigo aqui.

De facto a coisa está a atingir laivos de triste comédia. De parabéns está mais uma vez Mário Crespo pela denúncia cáustica.

4 de junho de 2009

Uma inspiração.

Não liguem à imagem final...

6 de maio de 2009

Petição pela Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME).




A Favor da realização da Bienal de Marionetas de Évora em 2009.

Caros amigos e colegas, devido à falta de apoio do Ministério da Cultura, para a realização da Bienal de Marionetas de Évora, esta corre o risco de não acontecer. Isto seria uma grande perda para todos os que fazem das marionetas uma forma de estar na vida, e para todos aqueles que a utilizam como elemento de estudo, e de saúde intelectual.

Não esqueçamos o valor que a BIME significa para a arte das marionetas e para o Teatro. Esta teve o seu início em Maio de 1987, será a 10ª edição, com todo um conjunto de edições que marcaram o percurso das marionetas em Portugal não podemos ficar indiferentes.


Assinem, juntem-se, falemos a uma voz.

29 de abril de 2009

Até dói...

27 de abril de 2009

Tão revolucionários que eles eram...


Carta do Presidente do CDS ao Brigadeiro Vasco Gonçalves em 30 de Setembro de 1974.


(clicar na imagem para aumentar)

Esta é apenas uma curiosidade histórica, mas que serve bem para atestar a coerência intelectual de determinadas pessoas e respectivos grupos. Melhor do que isto só mesmo ver o Freitas do Amaral de braço dado, a cantar: "Força, força companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!"

31 de março de 2009

O Papa que não se preocupe...

...porque a malta em África não quer as camisas para pôr na gaita!
O filme que se segue, realizado por Orlando Mesquita de Moçambique, é uma pequena delícia que mostra como se pode fazer uma bola de futebol com preservativos. Vale a pena!




20 de março de 2009

Tens cá uma lata!

Manuel Alegre critica a gestão da economia feita pelo Governo e garante não hesitar em apoiar algumas propostas da oposição. Na terceira edição da revista «Opinião Socialista» o deputado chama a atenção para as necessidades de mudar o rumo da economia e de reflectir melhor na escolha de investimentos públicos. Para Manuel Alegre, urge concentrar esforços em projectos agrícolas e num novo contrato social de combate às desigualdades e à pobreza.
Notícia aqui.
Eu já nem pergunto onde é que o Manuel Alegre estava no 25 de Abril, só quero saber o que é que ele andou a fazer estes anos todos na Assembleia da República enquanto os seus camaradas do P.S. desmantelavam paulatinamente o nosso sistema produtivo e a nossa independência!