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25 de janeiro de 2011

Wikileaks revela corrupção entre altos dirigentes israelitas.

Segundo um telegrama datado de 14 de junho de 2006, obtido pela Wikileaks e que o jornal norueguês Aftenposten publicou, as companhias norte-americanas pagavam enormes quantidades de dinheiro para permitir que os seus artigos entrassem em Gaza.


Os subornos terão ocorrido ainda antes de o movimento islamita palestiniano Hamas ter assumido o poder na Faixa de Gaza, em 2007, e do Estado de Israel ter imposto um bloqueio económico àquele território.


No telegrama é mencionado que "Nos finais de maio, 34 navios cargueiros de bens americanos, contendo cerca de 1,5 milhões de euros, estiveram à espera três a quatro meses para entrar em Gaza".


Neste esquema de corrupção estavam envolvidos altos dirigentes israelitas. O documento revela que "A corrupção estende-se pela administração de Karni[i]e envolve empresas de logística que trabalham para autoridades civis e militares no terminal". De acordo com documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, também obtidos pela Wikileaks, um general israelita admitiu a existência de corrupção nos principais postos de fronteira.


Conforme é revelado nos documentos obtidos pela Wikileaks, as " alegações de corrupção em Karni têm um longo histórico". Os subornos cobrados pelas autoridades israelitas ascendiam a um valor cerca de 75 vezes superior ao pagamento de taxas normais.


Notícia aqui.

Como se já não bastasse isto.

22 de setembro de 2010

29 de outubro de 2009

A paulatina continuação da Nakba.

Os palestinianos recebem apenas 20 litros por dia, o mínimo recomendado em situações de crise humanitária, contra os 70 litros diários que Israel alega fornecer por cabeça nos territórios ocupados. Esta é uma das conclusões de um relatório de 112 páginas que a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional acaba de publicar. A Amnistia Internacional denuncia aquilo que classifica como discriminação dos habitantes de Gaza sublinhando que o bloqueio feito por Israel levou "a um ponto crítico" os já deficientes sistemas de canalização e esgotos da zona. Os colonos israelitas têm direito a 300 litros de água por dia e vivem rodeados de jardins e piscinas. A Amnistia Internacional sustenta em oito pontos as provas da discriminação, entre as quais "a apropriação, por Israel, da parte do rio Jordão que pertence aos palestinianos"; a destruição dos reservatórios palestinianos de águas residuais pelos soldados israelitas; a proibição de fazer furos para buscar água sem autorização israelita, muitas vezes impossível de obter. "A água é um bem e um direito básico mas, para muitos palestinianos, obter água de má qualidade em quantidades de subsistência tornou-se um luxo a que poucos podem dar-se", afirma Donatella Rovera, da Amnistia Internacional.

Notícia aqui.

Continua a limpeza étnica que abordei aqui, com a total indiferença do mundo ocidental. O Estado de Israel não passa de um capricho territorial judaico, já que os judeus ricos, e são muitos, estão todos nos Estados Unidos. Assinem a petição carago!

22 de janeiro de 2009

Varsóvia versus Gaza.

















































Vergonhoso e macabro o que se passa em Gaza. Como já aqui foi perguntado, como é que é possível?!

8 de janeiro de 2009

Grito e choro por Gaza e por Israel. Por Fernando Nobre.

Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia. O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes (“terroristas”) do movimento Hamas. Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas: - Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento “terrorista” Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro-ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel...


- Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamisaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas “terrorista” que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus? - Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão. - Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).


- Estranha guerra esta em que o “agressor”, os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os “agredidos”. Nunca antes visto nos anais militares! - Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos “heróis” que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia! - Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra! - Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca! - Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz! - Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia! Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos! É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse. É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são.




Fernando Nobre (Fundador e Presidente da A.M.I.), no seu blog "Contra a Indiferença".

Guerra em Gaza, a hipocrisia sangrenta. Por José Goulão.

Altos responsáveis de países que se consideram faróis da «civilização» multiplicam apelos à «contenção» e ao «cessar-fogo» em Gaza, como quem procura assim cumprir uma obrigação perante o «agravamento da crise» no Médio Oriente. A hipocrisia de presidentes, ministros, diplomatas ou porta-vozes é tão óbvia como de costume, mas ainda consegue ser mais chocante tendo em consideração a tragédia que vitima mais de um milhão de meio de pessoas amontoadas num pequeno território inóspito aferrolhado entre Israel, o Egipto e o Mediterrâneo. Tais apelos baseiam-se na objectividade de um pretenso distanciamento entre as «partes em conflito», assim se exigindo uma rigorosa simetria de comportamentos como numa guerra convencional entre exércitos clássicos. Simetria, pois, entre civis indefesos e as forças armadas que ocupam o quarto lugar no ranking das mais poderosas do mundo; entre ocupados e ocupantes; entre morteiros mais ou menos artesanais e o poder de fogo dos F-16 e dos tanques de última geração; entre comunidades famintas sujeitas há anos a um feroz bloqueio de bens essenciais e uma nação estruturada apoiada sem limites pelo mais poderoso país do planeta; entre as vítimas e respectivos descendentes de uma limpeza étnica e os seus autores. O Hamas quebrou a trégua e tem de pagar, devendo desde já sujeitar-se ao regresso ao cessar-fogo faça o inimigo o que fizer, sentenciam os diplomatas civilizados. Trégua que verdadeiramente nunca existiu, uma vez que foi desde logo desrespeitada pelo Estado de Israel ao violar um dos seus pressupostos essenciais: o fim do bloqueio humanitário a Gaza. Durante os últimos seis meses o cerco não apenas se manteve como se apertou. Como movimento terrorista, o Hamas tem que pagar, dirão ainda e sempre os civilizados senhores do poder de distinguir os que são e os que não são terroristas, do mesmo modo que lançam guerras contra possuidores de armas de extermínio que nunca existiram.



O Hamas, porém, praticamente não era nada quando se iniciou a primeira Intifada palestiniana, em fins de 1988. Hoje, o papel dos serviços secretos de Israel na criação efectiva de um movimento islâmico, o Hamas, para dividir a resistência nacional palestiniana dirigida pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) já nem é sequer um segredo de Polichinelo. Os interessados em aprofundar o assunto poderão começar por pesquisar através da obra de Robert Dreyfuss e começar a desenrolar o novelo. Descobrirão elementos muito interessantes e com flagrante actualidade. A verdade é que de grupinho divisionista e terrorista o Hamas se transformou num movimento que, tirando dividendos dos fracassos sucessivos do chamado processo de paz, boicotado por Israel e Estados Unidos e assumido pela Fatah como única opção estratégica, conseguiu ganhar as eleições parlamentares palestinianas em 2006. O Hamas cresceu com as estratégias militaristas em redor, como os talibãs no Afeganistão (agora controlando zonas a menos de 50 quilómetros de Cabul) ou o Hezbollah no Líbano, fruto das invasões israelitas da década de oitenta. Reconhecer que o Hamas é agora uma realidade evidente no problema israelo-palestiniana não significa fraqueza, simpatia ou conivência com o terrorismo. É, prosaicamente, uma simples questão de senso comum.



As eleições de 2006, proclamaram os observadores internacionais, muitos deles oriundos das terras «civilizadas», foram livres e justas. Logo, ao Hamas coube formar governo – diz-se que é assim que funciona a democracia. Engano puro. A chamada «comunidade internacional» decidiu não reconhecer o governo escolhido pela maioria dos palestinianos; nem sequer aceitou uma aliança entre o Hamas e a Fatah, que praticamente fazia o pleno da vontade dos eleitores. Pelo contrário, também não são segredo as diligências da administração de George W. Bush e do governo israelita de Ehud Olmert para lançar a guerra civil entre as duas principais organizações palestinianas – chegando, para isso, a fornecer armas à Fatah – fazendo simultaneamente por ignorar o acordo entretanto estabelecido pelos dois movimentos sob mediação do Egipto e da Arábia Saudita. Este processo conduziu à divisão palestiniana: a Fatah na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, dependente do que Israel lhe permite ou não fazer; e o Hamas controlando Gaza, território dos seus principais feudos. Daí ao bloqueio a Gaza e, agora, à invasão, foi um pequeno salto. O massacre está em curso, assistindo-se na comunicação social a tão curiosos como ridículos esforços para distinguir entre vítimas civis e militares. Em Gaza, para que conste, não há militares, a não ser os invasores. Existem restos da polícia autonómica, militantes do Hamas armados e organizados como milícias. O resto é milhão e meio de desempregados, famintos e humilhados. Tal é o inimigo de Israel que lançou alguns morteiros, por exemplo contra a cidade de Asqelon, que em 1948 se chamava Al-Majdal e era uma aldeia árabe cuja população, vítima da limpeza étnica em que assentou a criação do Estado de Israel, se refugiou em Gaza. Os dirigentes de Israel asseguram que os «civis» serão poupados durante a invasão. Tal como aconteceu em 1982 em Beirute, onde os militares comandados por Ariel Sharon, fundador do partido de Ehud Olmert e Tzipi Livni, destruíram o sector ocidental da cidade, acabando por patrocinar os massacres de Sabra e Chatila. Ou em 1996, quando Shimon Peres, actual presidente israelita, foi responsável pelo massacre de Canan, também no Líbano, e mesmo assim perdeu as eleições parlamentares. Gaza, ainda assim, será diferente de Sabra e Chatila. Agora, os soldados israelitas sujam mesmo as mãos com o sangue das populações indefesas – salpicando inevitavelmente os hipócritas que os defendem.


Por José Goulão (Jornalista). Segunda-feira 5 de Janeiro de 2009


Retirado aqui.

2 de janeiro de 2009

Uma breve resposta à desinformação sionista.

Na triste sequência destas lenhas, apresento de seguida um texto de Khalid Amayreh acerca do que se está a passar na faixa de Gaza. Não é porque uma mentira é repetida até à exaustão que a mesma se torna verdade, pelo menos para mim não.



Os operacionais do hasbara (palavra hebraica que significa literalmente "explicação". O termo é utilizado pelo Estado de Israel e por grupos independentes para descrever os esforços destinados a explicar as políticas do governo de Israel e promovê-lo no mundo todo) sionista têm estado a afirmar que a actual carnificina genocida em Gaza é uma "guerra contra o Hamas" e que esta foi necessária só pelos disparos de rockets palestinianos sobre Israel. Isto é uma grande mentira, como se verá a seguir: "O Hamas disse reiteradamente que estava desejoso e pronto para cessar "todo" o disparo de projécteis a partir de Gaza desde que Israel levantasse o seu bloqueio mortífero. E Israel reiteradamente disse "Não". Israel tem estado a dizer ad nauseam que terminou a sua ocupação de Gaza. Bem, por que então Israel retem o seu controlo dos céus de Gaza, das costas de Gaza, do mar de Gaza, dos lugares de cruzamento da fronteira de Gaza (mesmo com o Egipto)? Por que Israel retem o controlo da vida de Gaza? Portanto, a questão dos disparos de "rockets" sobre Israel (trata-se de projécteis feitos artesanalmente e que fazem mais ruído do que dano) deveria ser encarada em grande medida como algo para desviar a atenção. Efectivamente, Israel deu aos palestinianos em Gaza uma de duas escolhas: morrerem de fome devido ao bloqueio ou serem exterminados pela máquina de guerra israelita. Na verdade, os chamados "rockets" não são senão um protesto desesperado por justiça, pelo levantamento do bloqueio mortífero. Gaza foi simplesmente reduzida a uma Auschwitz dos dias de hoje. A única diferença é que judeus estão agora a desempenhar o papel das SS. O Hamas cumpriu meticulosamente um cessar fogo de seis meses, apesar da persistência do bloqueio estilo nazi que se assemelha muito ao cerco do Gueto de Varsóvia em 1942-43. Contudo, em 13 de Novembro, Israel executou uma incursão dentro de Gaza, matando seis pessoas. Indo directamente ao principal, Israel matou 49 palestinianos durante o cessar fogo. Nem um único israelita foi morto nesse período. Além disso, centenas de palestinianos pereceram porque Israel não lhes permitia que tivessem acesso a cuidados médicos ou remédios. Vi muitos palestinianos morrerem na agonia porque a "luz das nações" não lhes permitia chegarem ao hospital uns poucos blocos mais adiante. Em suma, estamos a falar acerca de um estado judeu-nazi. Estou a dizer isto porque quando judeus pensam, se comportam e actuam como nazis, eles tornam-se nazis. Devemos chamar os nomes às coisas, especialmente quando acontece com os nossos coveiros. Portanto, é uma grande mentira chamar a esta guerra uma guerra contra o Hamas. Isto é uma guerra de extermínio estilo nazi contra o povo da Palestina. Se a guerra fosse contra o Hamas, como os criminosos de guerra de Tel Aviv continuam a afirmar, Israel não teria alvejado praças de mercado, farmácias, edifícios de faculdades, lares privados, mesquitas, instituições culturais, estradas, negócios, etc. Só um estado com uma mentalidade hitleriana alvejaria uma sociedade inteira e a seguir afirma que está a combater o Hamas! É simplesmente uma enorme mentira. Assim, Israel está simplesmente a executar um genocídio real ... e aliás um genocídio indiscriminado. Hoje, mesmo um eminente rabi judeu utilizou o termo "genocídio" para descrever o que Israel está a fazer em Gaza."
Texto retirado aqui.

20 de outubro de 2008

"Arbeit macht frei", Auschwitz em Israel!



Como é possível, apenas 60 anos após os campos de concentração e extermínio nazis, que Israel esteja a fazer na Palestina aquilo que não gostou que lhe tivessem feito na Alemanha? Como? Teria o Hitler razão em querer exterminar os judeus?

17 de outubro de 2008

Nakba - 60 anos de limpeza étnica na Palestina.


Completam-se, nestes dias, 60 anos sobre o início de uma das maiores tragédias humanitárias do século XX: a expulsão de centenas de milhares de cidadãos árabes da Palestina, das suas cidades, vilas e aldeias, das suas casas e terras, da sua pátria milenar. Este êxodo em massa foi imposto pela guerra, e através de métodos de inimaginável crueldade, pelo Estado de Israel a partir da sua fundacão unilateral em 14 de Maio de 1948 e ficou conhecido pelos povos árabes como Nakba, a Catástrofe. Os palestinos foram assim obrigados a uma imensa diáspora ao longo das ultimas seis décadas. Hoje são milhões os expatriados directos da Nakba e respectivos descendentes, a maioria deles forçada a sobreviver em precários campos de refugiados, desenraizada em terras alheias, à mercê das vicissitudes regionais e internacionais. Aqueles que ficaram passaram a ser, eles próprios, refugiados na sua terra: nos territórios da Cisjordânia, de Gaza e de Jerusalém Oriental, todos ocupados por Israel na guerra de 1967. A O.N.U. tem vindo a aprovar várias Resolucões que não só condenam a expulsão dos palestinos como exigem a constituição de dois Estados independentes e soberanos no território da Palestina, como estabelecia a Resolucão n. 181, de 29 de Novembro de 1947, e o direito dos refugiados ao regresso à sua terra. Outros instrumentos do Direito Internacional, designadamente as Convencões de Genebra, tornam nulas as medidas praticadas nos territórios palestinos ocupados por Israel, que contribuem ainda hoje para uma das maiores tragédias dos tempos modernos. Acontece que o Estado de Israel tem podido agir impunemente, exercendo formas de violência que pertencem já ao terrorismo de Estado. Essa acção tem sido viável devido à protecção cúmplice dos E.U.A., por um lado, e a silenciosa e irresponsável condescendência da União Europeia, por outro. Nem sequer os milhares de vozes de protesto de cidadãos por todo o mundo motivaram as acções políticas necessárias. Subscrevemos este texto nesta data porque consideramos que a existência da Nakba, que atinge o Povo Palestino, é incompatível com um Mundo onde se pretende que prevaleçam os princípios e direitos básicos da Humanidade. A prática de limpezas étnicas como esta e a cumplicidade e condescendência perante tais situações terroristas invalidam quaisquer declarações sobre a Paz, a Liberdade e a Justiça no Mundo. E desacreditam liminarmente aquilo a que convencionou chamar-se a guerra contra o terrorismo. Subscrevemos este texto nesta data porque consideramos que é altura de o Governo de Portugal e a União Europeia serem plenamente coerentes com o imperativo ético de condenarem o Estado de Israel pela sua continuada agressão e de assumirem a responsabilidade política de, com urgência, pôr em prática as medidas eficazes no sentido do re-estabelecimento de uma Paz justa e duradoura no Médio Oriente, o que, antes de mais, supõe:
(i) o fim da ocupação israelita, incluindo o fim de todos os colonatos, e o desmantelamento do muro de um novo apartheid.

(ii) a criação de um Estado Palestino independente, viável e soberano, com as fronteiras de 1967.

(iii) a garantia aos refugiados e seus descendentes do regresso à sua terra. Face à continuação da estratégia de violência e total desrespeito do Direito Internacional e das Resoluções relevantes das Nações Unidas, e tempo de considerar a adopção de sanções, boicote de produtos e suspensão de acordos de cooperação entre a União Europeia e Israel, bem como de outras medidas apropriadas.

Subscrevemos este texto nesta data e com ele declaramos a nossa revolta perante esta Catástrofe, manifestamos a nossa profunda solidariedade com todas as vítimas e apelamos ao Povo Português para que reforce a sua fraterna e activa solidariedade com o perseguido Povo Palestino.
Lisboa, 26 de Maio de 2008

Primeiros subscritores (por ordem alfabética):

Adel Sidarius, Investigador em Estudos Árabes
Alfredo Caldeira, Jurista
António Avelãs Nunes, Professor Universitário
António Sousa Ribeiro, Professor Universitário
Boaventura Sousa Santos, Sociólogo
Bruno Dias, Deputado a Ass. República
Carlos Almeida, Investigador
Carlos Carvalho, Dirigente Sindical
Duran Clemente, Militar de Abril
Francisco Santos, Presidente da C. M. Beja
Frederico Carvalho, Físico Nuclear
Gustavo Carneiro, Jornalista
Helena Roseta, Arquitecta, Vereadora C.M. Lisboa
Henrique Ruivo, Pintor
Ilda Figueiredo, Deputada ao Parlamento Europeu
Isabel Allegro de Magalhães, Prof. Universitária
D. Januário Torgal Ferreira, Bispo Forças Armadas
Jorge Melício, Escultor
José Barata Moura, Professor Universitário
José Casanova, Escritor
José Goulão, Jornalista
José Manuel Pureza, Professor Universitário
José Mario Branco, Compositor
José Mattoso, Historiador, Prof. Jubilado U.N.L.
José Saramago, Escritor, Nobel da Literatura
Júlio de Magalhães, Investigador Assuntos Árabes
Luis Miguel Cintra, Encenador e Actor
Luis Moita, Vice-Reitor da U. Autónoma de Lisboa
Luis Varatojo, Músico
Manuel Alegre, Deputado à Assembleia da República
Manuel Carvalho da Silva, Secretário Geral C.G.T.P.
Manuel Gusmão, Poeta, Prof. Catedrático
D. Manuel Martins, Bispo
Margarida Tengarrinha, Artista Plástica
Maria Alzira Seixo, Prof. Catedrática U.L.
Maria do Céu Guerra, Actriz
Maria Eduarda Gonçalves, Prof. Catedrática I.S.C.T.E.
Maria Elvira Barroso Gonçalves, Jurista
Maria Emília de Sousa, Presidente C. M. Almada
Maria Irene Ramalho, Prof. Catedrática U. Coimbra
Maria Velho da Costa, Escritora
Mário Ruivo, Biólogo
Mário Tomé, Militar de Abril, Ex-Deputado à A.R.
Miguel Portas, Deputado ao Parlamento Europeu
Modesto Navarro, Escritor
Ruben Carvalho, Jornalista, Vereador C.M. Lisboa
Rui Namorado Rosa, Professor Universitário
Salwa Castelo Branco, Prof. Catedrática da U.N.L.
Silas Cerqueira, Investigador
Teresa Cadete, Escritora, Prof. Universitária
Vital Moreira, Professor Universitário
Vitor Alves, Coronel (reformado)
Podem assinar a petição aqui.

Finíssimo humor árabe.

Um representante da Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas levanta-se para iniciar o seu discurso e diz: "Antes de começar a minha intervenção quero dizer-lhes algo sobre Moisés. Quando Moisés partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou que aquela seria uma boa oportunidade para tomar um banho! Tirou a roupa, colocou-a ao seu lado sobre a rocha e entrou na água. Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido. Um Israelita tinha-a roubado. O representante Israelita saltou furioso e disse: "Que é que você está a dizer? Os Israelitas não estavam lá nessa altura."
O representante Palestiniano sorriu e disse: "Agora que tudo se tornou claro, vou começar o meu discurso..."

Não é minha intenção que este blog venha a ser um repositório de anedotas, mas esta, pelo seu teor dramático e pelo superior sentido de humor tinha de constar até porque, a brincar, toca na essência da questão Palestino-Israelita. Apesar de todas as sobreposições e ocupações históricas uma coisa é certa: Israel é um país fundado naquela região por imposição de Inglaterra e com a conivência dos Estados Unidos e outros estados, protegendo um povo que se considera superior a todos os outros mas, mais importante ainda, um povo que detinha a grande maioria do capital financeiro mundial. Sempre o vil metal. Pensavam que tinha sido para os compensar do Holocausto Nazi? Nada, os mais ricos não foram para nenhum campo de concentração, estavam exilados nos Estados Unidos desde o momento em que perceberam as intenções do Adolfo.


Em baixo podem ver, a verde os territórios árabes e a branco os israelitas, a evolução da ocupação israelita sobre os territórios árabes desde 1946 até 1999. As datas dos respectivos mapas são:
Mapa 1- 1946
Mapa 2- 1947 Plano de Divisão da O.N.U.
Mapa 3- 1948/1967
Mapa 4- 1999