9 de julho de 2009

Direitos, liberdades e garantias de participação política.

"Artigo 50º. Direito de acesso a cargos públicos.
1. Todos os cidadãos têm o direito de acesso, em condições de igualdade e liberdade, aos cargos públicos.
2. Ninguém pode ser prejudicado na sua colocação, no seu emprego, na sua carreira profissional ou nos benefícios sociais a que tenha direito, em virtude do exercício de direitos políticos ou do desempenho de cargos públicos.
3. No acesso a cargos electivos a lei só pode estabelecer as inelegibilidades necessárias para garantir a liberdade de escolha dos eleitores e a isenção e independência do exercício dos respectivos cargos."



Ui, tantos direitos, liberdade e igualdade. Será mesmo assim?



O inquérito do ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, inserido na Universidade Técnica de Lisboa) diz que as mulheres são usadas nas listas por mera estratégia eleitoralista. O protagonismo das mulheres na vida política portuguesa é muito inferior ao alcançado noutros contextos, como o mercado de trabalho, o ensino ou a família. Isto deve-se à dominação masculina que se verifica nos partidos políticos e nas práticas discriminatórias que dificultam o acesso das mulheres ao topo das hierarquias partidárias e, em consequência, ao Parlamento e ao Governo. Estas são as principais conclusões do estudo "O modo de funcionamento dos partidos e o seu reflexo na participação das mulheres na vida partidária", elaborado por uma equipa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) formada por Manuel Meirinho Martins, o coordenador, Maria da Conceição Teixeira e Jorge de Sá (...) Segundo os dados recolhidos e um inquérito promovido no âmbito do estudo, os investigadores concluem que partidos promovem e mantêm uma "democracia excludente". Ou seja "Sendo maioritariamente dominados por homens, ou excluem e discriminam as mulheres no acesso aos órgãos directivos internos e aos cargos públicos electivos, ou incluem-nas nas listas de candidatura como mera estratégia eleitoralista, reduzindo assim a participação política das mulheres ao apelo ao voto junto do eleitorado feminino". (...) No que respeita aos órgãos partidários isso também é visível no CDS, por exemplo, em que as mulheres são 41% dos militantes, a sua presença no órgão executivo nacional não ultrapassa os 6%. O PSD e o PS - cujas percentagens de militantes femininos são de 37% e 33% - apresentam taxas de feminização das sua direcções de 16,7% e 16,3%, respectivamente. Um pouco pior está o PCP, onde, com 29% dos militantes, as mulheres alcançam apenas 6,2% da direcção. O Bloco de Esquerda, com os seus 50%, é a única força que inclui nos estatutos o princípio da paridade entre sexos nas listas de candidatura aos órgãos nacionais. (...) Foi Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, a colocar a discussão noutro nível. "Não acho essencial discutir se as mulheres fazem política de forma diferente", disse a deputada. "A questão fundamental é que a humanidade é composta por dois sexos portanto, a questão é de democracia, de direitos humanos se neles incluirmos a participação cívica". E realçou a "invisibilidade" a que muitas mulheres que se envolvem na política estão ainda hoje votadas. (...)



A administração pública central tem um rosto feminino: quase 60 por cento dos mais de 494 mil funcionários dependentes dos diferentes ministérios são mulheres. No entanto, elas estão claramente sub-representadas nos escalões de remuneração mais elevados e nas funções de topo — ocupam não mais de 32 por cento dos cargos de director-geral ou equiparado, revela um estudo do Instituto Nacional da Administração. Se nos dois escalões remuneratórios mais baixos (1200 a 1600 euros) o peso dos homens é um pouco superior ao das mulheres, no intervalo dos 3400 aos 5200 euros de salário há uma "quase paridade". A situação só se inverte no topo. As mulheres representam apenas 34,5 por cento dos trabalhadores com um ordenado ilíquido superior a 5200 euros, que é o que ganha, por exemplo, um director-geral, explica a coordenadora do estudo, Helena Rato. O domínio dos homens no topo da hierarquia salarial é "particularmente evidente" nos ministérios da Defesa, Turismo, Ambiente e Segurança Social, onde, de acordo com os dados de 2004 da Caixa Geral de Aposentações, simplesmente não há mulheres com salários ilíquidos superiores àquela fasquia. O estudo "A igualdade de género na administração pública central portuguesa", o primeiro sobre igualdade de género no sector, fala de uma "dupla assimetria": há um défice global de presença masculina e uma "clara sub-representação de mulheres" no topo. (...)



Quanto a não ser prejudicado em função do exercício de direitos políticos ou do desempenho de cargos públicos, experimentem fazê-lo na Administração Pública sob a tutela do S.I.A.D.A.P.. Até andam de lado! É vê-los em rodopios patéticos na tentativa desesperada de agradar ao chefe que vai decidir, muitas das vezes com objectivos plenamente abertos à discricionariedade, a nota que lhes vai permitir, ou não, progredir na carreira... À parte a questão da paridade, ou não, entre homens e mulheres nos cargos públicos, temos outra mais premente que se prende com o recrutamento para esses mesmos cargos públicos. Esse recrutamento é feito dentro dos partidos políticos, ou melhor, dentro do P.S. e do P.S.D., não se pautando por procurar pessoas com mérito firmado nas diversas áreas de actividade dentro da sociedade, antes promovendo aqueles que têm cartão do partido e que saibam muito bem o que são coisas como a disciplina de voto. Não há conceito mais imbecil numa democracia do que este, em que a opinião de um deputado por exemplo, é submergida pelos interesses do aparelho partidário ou algo parecido. É no fundo a negação pura da sua própria função como elemento eleito por determinada região para assegurar a defesa dos seus interesses particulares e específicos. Com base neste pressuposto, a que se junta a crescente falta de qualidade humana, intelectual e ética das gentes que militam nos partidos políticos, como é que se garante a igualdade de acesso a cargos públicos? Com gajas boas!!!

8 de julho de 2009

O estado do mundo.

Fome:

Todos os dias, mais de 850 milhões de pessoas vão-se deitar com fome; entre elas, 300 milhões são crianças. A cada cinco segundos, uma delas morre de fome. O número de subnutridos nos países em desenvolvimento cresce à razão de quase 5 milhões de pessoas por ano. Todos os anos morrem no Planeta de fome cerca de 30 milhões de pessoas.

Pobreza:

Entre 55 e 90 milhões de pessoas passarão à condição de pobreza extrema ainda neste ano de 2009, devido à recessão mundial resultante da crise financeira internacional. Mais de 1 Bilião sofrerá de fome crónica no mundo todo. Segundo pesquisas, 53,9 milhões de brasileiros são pobres; isso significa que quatro em cada dez brasileiros vivem em miséria absoluta. Entre as 130 Nações que medem a distribuição de rendimentos, o Brasil é o penúltimo colocado; só "ganha" à Serra Leoa. Isto equivale a 31,7% da população. 21,9 milhões dessa população são muito pobres, ou seja, 12,9% dos brasileiros.

Água Potável:

Globalmente, ao longo das últimas décadas, a quantidade de água potável disponível tem diminuído dramaticamente. Há 1,6 bilião de Km³ de água no mundo, mas, a que podemos beber é menos de 1% disso... A poluição das águas mata hoje 2,2 milhões de pessoas por ano; mais de 75 % da reserva mundial de peixes é sobre-explorada; E o aumento do nível dos oceanos causado pelo aquecimento global pode deslocar dezenas de milhões de pessoas. Em 20 anos, mais de 60% da população mundial sofrerá com a escassez de água. Também segundo a ONU, na actualidade, mais de 1,1 bilião de pessoas não têm acesso a água tratada.

Saneamento:

Quatro em cada 10 pessoas no mundo não têm acesso nem a uma simples latrina de fossa não asséptica, e são obrigadas a defecar a céu aberto. Aproximadamente 2 em cada 10 pessoas – mais de 1 bilião de pessoas – não têm nenhuma fonte de água potável segura. 80% dos internamentos hospitalares no mundo são devidos a doenças transmitidas pela água. Como consequência, 3.900 crianças morrem diariamente em função desta crise humanitária, totalmente evitável, porém silenciosa.

Habitação:

Actualmente, 900 milhões de pessoas vivem em assentamentos precários (favelas e áreas de risco) em todo o mundo. A menos que a situação mude substancialmente, 1,5 bilião de moradores de zonas urbanas serão "favelados" em 2020, o equivalente à população da China. O Brasil terá 55 milhões de "favelados", o que seria equivalente a 25% da população do país. Actualmente, quase 1 bilião de pessoas – um sexto da população mundial – vivem em favelas.

Educação:

O Brasil tem actualmente cerca de 16 milhões de analfabetos, e metade desse número está concentrada em menos de 10% dos municípios do país. O planeta ainda conta com 780 milhões de analfabetos. No Brasil existem 16,295 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever pelo menos um simples bilhete. Levando-se em linha de conta o conceito de "analfabeto funcional", que inclui as pessoas com menos de quatro anos de estudo concluídas, o número salta para 33 milhões.

Trabalho Infantil:

Cerca de 2,5 milhões de crianças, entre 5 e 16 anos, trabalham no Brasil, o que o coloca entre os países com os maiores índices de trabalho infantil. Cerca de 250 milhões de crianças no mundo trabalham (entre os 5 e 14 anos), mas as estatísticas não são muito seguras, dado que boa parte da exploração é clandestina ou realizada em sectores económicos informais. Em África, uma em cada três crianças é explorada e na América Latina uma em cada cinco. No Equador, país que encabeça o ranking de trabalho infantil no continente americano, 1 milhão e quinhentos mil menores trabalham nos bananais, fabricação de tijolos e outros.

Sida:

No ano passado a Sida matou 3 milhões de pessoas, e outros 4,1 milhões foram infectados - mais de 8.000 pessoas por dia, e a doença hoje infecta 40 milhões, dos quais 25 milhões vivem no continente africano. Além disso, a epidemia deixou órfãos 15 milhões de crianças. Mais de 500 mil crianças nasceram com o HIV, o vírus causador da Sida, só no ano passado. Entre elas, cerca de 20 mil crianças brasileiras. O número de mulheres infectadas com vírus HIV aumentou em 44% no país nos últimos dez anos. O uso de seringas contaminadas mata 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo todo. Apenas no Brasil, existe actualmente mais de meio milhão de pessoas contaminadas com o vírus da Sida, embora elas não ibam disso.

Violência:

Segundo a UNESCO, de 60 países analisados, em apenas 6 o número de homicídios é superior ao número de mortes por acidentes de trânsito. Dentre esses está o Brasil e mais três países da América Latina. Em 49 desses países, o número de suicídios é superior ao número de homicídios; dentre as excepções está o Brasil e mais sete países da América Latina. A América Latina é a região onde mais ocorrem homicídios no planeta: 30 mortes para cada grupo de 100.000 pessoas ao ano, o triplo da média mundial. Da população mundial, o Brasil responde por 11% de todos os homicídios do planeta. É o 2º país que mais mata utilizando armas de fogo, 3º em homicídios contra jovens e 4º colocado em homicídios no geral. O Brasil é o 3º país mais violento da América Latina, "perdendo" apenas para a Colômbia e Venezuela.

Aborto:

Estima-se que são feitos 42 milhões de abortos a cada ano em todo o Planeta e, desses, 20 milhões são ilegais ou executados clandestinamente. Segundo a OMS, os abortos clandestinos causam por volta de 65.000 a 70.000 mortes maternas a cada ano, 99% das quais ocorrendo nos países em desenvolvimento. No Brasil, a cada minuto que passa, quase dois abortos clandestinos são realizados. O número é uma estimativa baseada nos internamentos pós-aborto pelo SUS e aponta que, desde 1999, cerca de 952 mil mulheres interromperam a gravidez, por ano, no país.

Desmatamento:

Dados divulgados indicam que a Floresta Amazónica perdeu 754,3 quilómetros quadrados de florestas entre Novembro de 2008 e Janeiro de 2009. A área equivale a metade do município de São Paulo. O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazónia nos últimos 20 anos. O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2. As principais causas do desmatamento na Amazónia são a retirada de madeira, o cultivo de soja e gado.

Quando olhas para o mundo nesta perspectiva, consegues perceber a real e urgente necessidade de solidariedade, compreensão, educação e de mudança de paradigma?


Adaptado de informação recebida por e-mail e enviada por Planeta Voluntários.

Nova sigla do P.S..

Depois da mão de vaca passamos para os cornos do touro...

Dar voz a Samuel, o Cantigueiro.

Por ser de uma qualidade imensa e por ter autorização expressa do autor, reproduzo aqui um post (cá em casa é uma lenha, como se pode ver amontoada ali do lado direito...) retirado do blog de Samuel que me faz sentir que, no meu sentir, não estou sozinho. O meu obrigado ao autor com a devida vénia.






"A incapacidade do capitalismo para controlar os delinquentes que ele próprio cria, uns arvorados em neoliberais, outros apenas bandidos, provocou, como todos sabemos, mais uma crise no sistema. Desta vez a coisa foi assustadora para a classe dominante. Independentemente de muitos deles não terem parado de ganhar dinheiro a rodos, o espectáculo de bancos a falir, ou a serem “nacionalizados”, ainda que por pouco tempo, deixa-os num estado de nervos caótico.
De qualquer maneira, o pior de tudo, foi começarem a ouvir por todo o lado gente até aí muito sossegada, que inesperadamente começou a ventilar a hipótese de o sistema estar falido, de as teses daquele barbudo Marx terem sido prematuramente declaradas como mortas, de ser preciso mudar de sistema económico, de ser, talvez, interessante, voltar a ouvir com uma nova atenção as propostas dos partidos que, por todo o mundo, já o diziam bem antes de chegar a crise...
Foi o pânico! Houve que lançar mão de tudo. Fazer com que as pessoas não se sintam seguras em nenhum emprego. Fazer com que fiquem agradecidas por o terem. Fazer com que haja sempre uma fila interminável de candidatos a meia dúzia de postos de trabalho, constituída por gente disposta a tudo para os conseguir. Deixar avolumar o sentimento de insegurança até ao ponto de, para além de agradecidos aos patrões, os cidadãos começarem a sentir-se mais seguros rodeados de polícia e dispostos a abdicar de liberdades e direitos. Culpar os pobres pela sua situação. Culpar os imigrantes, os árabes, os pretos, os sindicalistas, os comunas... tudo, menos a sacrossanta economia de mercado.
Na dúvida e para aliviar o stress social que todas estas medidas provocam, é preciso apostar forte na alienação. De forma milionária. Atirando milhões e milhões para cima de miúdos, com o pretexto de serem “desportistas”. Inundando as televisões com toneladas de novelas e programas de entretenimento cujo nível vai baixando de mês a mês. Investindo na música “indigente” que a toda a hora tem representantes nos vários canais dessas mesmas televisões. Enterrando os livros bons que se vão escrevendo, sob pilhas de lixo “light”, escrito por vedetas disto e daquilo, ou mesmo simples figurantes do “jet-set”. Atascando os escaparates em revistas “cor de rosa”, onde podemos saber dos arrufos, dos amores, das tricas, dos boatos e da localização ao milímetro do local “inconfessável” em que a jovem actriz ou cantora pimba espetou, para a posteridade, o seu mais recente e ousado piercing.
A sorte ajudando, artistas com a dimensão dramática de um Michael Jackson, sucumbem não se sabe bem como e porquê, permitindo ao sistema que controla a nível global os meios de comunicação, montar este show comercial obsceno à volta da vida e morte dessa patética vítima do próprio sistema, marioneta trágica nas mãos do capitalismo.
Todo o asco que me provoca esta campanha mundial de alienação, misturada com a infame exploração comercial do artista morto, quase me faz esquecer que houve um tempo em que gostei de Michael Jackson."



Retirado mais precisamente aqui.



Nota: a fotografia foi introdução minha que nunca gostei do Michael Jackson...

A não perder!

Encompassing the Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII. Exposição no Museu Nacional de Arte Antiga, às Janelas Verdes, Lisboa, entre 16 de Julho e 11 de Outubro de 2009.



Vista de Lisboa
MNAA©ETG 2009_10
Portugal, 1715-1765
Óleo sobre tela



WASHINGTON, 2007, June 22—“ A little-known fact: A version of the Internet was invented in Portugal 500 years ago by a bunch of sailors with names like Pedro, Vasco and Bartolomeu. The technology was crude. Links were unstable. Response time was glacial. (A message sent on their network might take a year to land.)”
Nestas primeiras palavras de um artigo publicado no periódico norte-americano New York Times sobre a exposição Encompassing the globe. Portugal and the World in the 16th and 17th centuries – um eloquente testemunho da presença cultural portuguesa em África, na Ásia e nas Américas, e destas na arte portuguesa – lê-se a importância magna de Portugal, nos séculos XVI e XVII, na criação de redes de comunicação em tempo real, o estabelecimento de mercados internacionais e o intercâmbio cultural, artístico, científico e linguístico que permitiram à Europa, através de Portugal, influenciar e ser influenciada por culturas transcontinentais.Portugal constituiu-se, pois, em epicentro de novas estruturas económicas, políticas e culturais em todo o mundo, que configuraram o pensamento europeu com efeitos definitivos para a comunicação global. Um milhão de falantes do português no século XV “globalizou-se”, assim, em duzentos milhões, na actualidade. (...)




Descoberta da Índia
Caixa Geral de Depositos©ETG 2009_01
Oficina de Tornai, inícios do século XVI
Seda e lã


Podemos compreender como Portugal, a partir do século XV, abriu o Mundo à Europa, estabelecendo contactos e trocas comerciais e, naturalmente, culturais em pioneiras rotas traçadas nos oceanos Atlântico, Indico e Pacífico. As relações de Portugal e a Europa nos séculos XV e XVI é o núcleo que nos conduz para os núcleos dos diferentes territórios que maior expressão cultural tiveram neste momento pioneiro da globalização – África, Brasil, as terras do Índico, China e Japão. (...) Portugal, através do Museu Nacional de Arte Antiga, apresenta a todos os visitantes, nacionais e internacionais, o melhor da produção cultural que demonstra, uma vez mais, o seu papel como produtor e produto de boas práticas de comunicação global, sua matricial vocação identitária, através dos registos históricos de natureza científica, artística, cultural e comercial.Este movimento cumpriu-se da Europa para o Mundo e deste para a Europa, para onde os portugueses sempre trouxeram, entre o século XV e a actualidade, essa riqueza primordial que é a imensa diversidade humana.
Mais informações aqui.

7 de julho de 2009

Partilhar o automóvel, reduzir custos e poluição.

Partilha de viagens - Carpooling Portugal





Fica a partir de hoje disponível ali do lado direito a imagem que serve de link para o site Carpool Portugal. Para quem não tem medo de partilhar! É muito simples, basta a inscrição e ver com quem podemos partilhar deslocações. Muito bom para quem se desloca diariamente para o trabalho a alguma distância de casa. Reduz as emissões de CO2, retira tráfego das estradas, optimiza as viagens de cada automóvel e ainda podes fazer novos amigos. O ambiente agradece e a nossa carteira também!

Petição em defesa do Pavilhão Rosa Mota e jardim envolvente.

A aprovação na reunião de 23 de Junho da Câmara do Porto, com os votos do PSD, CDS e PS, da privatização e da chamada “requalificação” do Pavilhão Rosa Mota é mais um passo na destruição pelo Executivo PSD/CDS, com a cumplicidade do PS, de um património que os transcende e que incumbe à cidade respeitar, preservar e melhorar. Se tal proposta chegar a ser concretizada, verificar-se-á não só uma alteração radical da área circundante do pavilhão (lago e tílias) por força da nova construção para eventos empresariais, como o município do Porto ficará detentor de apenas 20% do capital da nova sociedade gestora. À cidade rouba-se o seu património e espaço público, eliminam-se os seus espaços verdes e alimentam-se negócios, favorecendo privados. Bastaria, aliás, invocar a lei nº 159/99 (sobre as atribuições e competências das autarquias) para saber que do papel dos órgãos municipais faz parte “o planeamento, a gestão e a realização de investimentos nos seguintes domínios”: espaços verdes, mercados municipais (artº 16º), teatros municipais, património cultural, paisagístico e urbanístico do município, gerir museus, edifícios e sítios classificados, apoiar projectos e agentes culturais não profissionais (artº 20º). E não faltam vozes de autarcas a reclamar mais competências. Mas no município do Porto vive-se a situação espantosa de um Executivo que não só não quer exercer as competências legalmente atribuídas, como as delega, com o apoio do PS, aos interesses particulares. Motivados pelo exemplo das movimentações cidadãs que impediram a demolição do Bolhão (mais de 50.000 cidadãs e cidadãos subscreveram uma petição ao parlamento), temendo que se concretize a alienação de mais património ainda, os cidadãos e cidadãs do Porto, abaixo-assinad@s, exigem o fim imediato do processo agora aprovado e a salvaguarda do Pavilhão Rosa Mota e seus jardins como equipamento público para usufruto de tod@s numa cidade ecológica, sustentada e defendida pelo exercício do interesse público.



Podem assinar a petição aqui.

6 de julho de 2009

"Desenhando o Futuro" por Jacque Fresco. Sétimo Capítulo.

Navios com Componentes Destacáveis.




Muitas das unidades de transporte marítimo disporão de componentes destacáveis e serão munidos de contentores standardizados que facilitam a sua transferência. Secções inteiras de carga podem assim ser descarregadas, em vez de contentores individualmente.

"Desenhando o Futuro" por Jacque Fresco. Sétimo Capítulo.

Sistemas de Transporte Internacionais.





Navios de transporte marítimo hidrodinâmicos permitirão viagens eficientes e a alta velocidade, sendo energeticamente eficientes e fornecendo uma segurança e conforto máximos para os passageiros. Serão construídos com materiais compósitos de grande durabilidade, sendo a fina camada exterior de contacto com a água em titânio, o que reduz significativamente a manutenção. Algumas partes do convés superior abrirão por deslizamento quando as condições atmosféricas o permitirem.



Freeze!

O envolvimento do primeiro-ministro português no caso Freeport está a paralisar a acção da polícia britânica, segundo o Times Online. Os britânicos acreditam mesmo que este caso decapitou o Eurojust e tornou mais difícil o combate à corrupção na Europa. Exemplo disso é a falta de colaboração das autoridades britânicas, já que a TVI sabe que estas se têm negado, repetidamente e alegando várias desculpas, a fornecer às autoridades portugueses informações sobre fluxos financeiros do Freeport para offshores. Recorde-se que o Serious Fraud Office, responsável pela investigação em Inglaterra, não é hierarquicamente independente, antes responde ao governo de Gordon Brown, o «colega» de José Sócrates na Internacional Socialista.
Notícia aqui.
Isto é uma vergonha de gente sem vergonha nenhuma. O que virá a seguir, a legitimação da corrupção?

2 de julho de 2009

A questão da água.

Água é vida.
Porquê?
A água constitui 60% do nosso corpo, 70% do nosso cérebro, 80% do nosso sangue.
Podemos passar quase um mês sem comida, mas o nosso corpo não aguenta uma semana sequer sem água.
A água que existia no planeta há biliões de anos atrás é a mesma que ainda existe hoje, embora se encontre mais poluída. Ela cobre a maior parte do planeta, mas apenas 3% é água potável reciclada naturalmente pela natureza e grande parte dela encontra-se sob a forma de gelo.



Menos de 1% dessa água potável (os tais 3% da água contida na Terra) é que está disponível para consumo humano directo ou, colocando a questão de outra forma, apenas cerca de 0,007% de toda a água do planeta está disponível para consumo humano directo, sem qualquer tratamento ou filtragem.

E como tratamos nós esse líquido precioso?

Um quarto da água potável que entra em nossas casas é utilizada em descargas de autoclismo, cada uma com um gasto de cerca de 11,5 litros de água! Já uma máquina de roupa gasta cerca de 150 litros, um duche de 10 minutos 190 litros, lavar os dentes com a torneira aberta 15 litros e com a torneira fechada 1 litro.

Mas há mais. É já certo que uma crise de disponibilidade de água está eminente, uma vez que as nossas fontes de água potável estão sob uma enorme pressão de exploração devido principalmente ao aumento da população mundial que, apenas no século XX, triplicou em número de habitantes tendo o consumo de água respectivo sextuplicado!

De acordo com estimativas científicas já elaboradas a este propósito, pela metade deste século XXI haverá no mundo um acréscimo de mais 3 biliões de pessoas, muitas das quais nascerão em países que actualmente já têm escassez de água.

Mas o que significarão esses números em termos de utilização da água?

De acordo com o mesmo estudo e só para dar um exemplo, a bacia hidrográfica de Los Angeles consegue alimentar o consumo de 1 milhão de habitantes com os seus recursos próprios, mas já no ano 2020 é esperada para aquele mesmo local uma população de cerca de 22 milhões! Para outras regiões dos Estados Unidos como El Paso ou San Antonio espera-se que a água se esgote, pura e simplesmente, dentro de 10 ou 20 anos e na Florida dentro de 5 anos ou até menos...

Mas há outros dados assustadores.

Milhões de pessoas pelo mundo fora sobrevivem com menos de 11 litros de água por dia, enquanto que a média de gasto diário nos Estados Unidos se cifra nos 605 litros por dia!

Só no ano passado, 25 milhões de refugiados tiveram de ser deslocados devido à contaminação dos rios que lhes forneciam água, o que significa um número superior àquele originado pela sua deslocação das zonas de guerra de onde tiveram de fugir inicialmente.

1 em cada 3 pessoas em todo o mundo não tem acesso a saneamento e 1 em cada 5 não tem acesso a água potável. De acordo com dados da O.N.U., morre uma criança a cada 15 segundos com doenças relacionadas com a falta de qualidade da água, o que leva a organização a considerar o problema de escassez de água potável no mundo como um problema muito sério. Há mesmo quem vaticine que se nos vai acabar a água antes que se acabe o petróleo.

Por força da exploração excessiva da água subterrânea, ela está praticamente esgotada em muitos países e como consequência do esgotamento desses aquíferos vem a redução das colheitas de cereais que conduz a uma maior escassez de alimentos e consequente aumento dos preços. A China por exemplo experimenta já um grande deficit de cereais relativamente ao seu consumo, o mesmo acontecendo com a Índia, Paquistão e Egipto. Deste modo o problema com a escassez de água está rapidamente a transformar-se num problema de fome.

Encontramo-nos num mundo sedento.

A indústria está sedenta...

A agricultura está sedenta...

Nós estamos sedentos...

É tempo de considerarmos com mais atenção a problemática da água e o uso que dela fazemos. Usar menos e poupar mais, não ficando paulatinamente à espera do dia em que ela não corra pela torneira...

Adaptado de Powerpoint recebido por e-mail.

Direitos, liberdades e garantias de participação política.

"Artigo 49º. Direito de sufrágio.
1. Têm direito de sufrágio todos os cidadãos maiores de dezoito anos, ressalvadas as incapacidades previstas na lei geral.

2. O exercício do direito de sufrágio é pessoal e constitui um dever cívico."
Leram com atenção? É um dever, uma obrigação, não um direito! Porque ficais em casa? Ide votar!

"Desenhando o Futuro" por Jacque Fresco. Sétimo Capítulo.

Centro para o Diálogo.


A missão do Centro para o Diálogo é a de agendar assuntos urgentes para uma análise crítica, levantando questões relevantes para uma discussão pública devidamente informada.







A fotografia abaixo ilustra a construção automatizada da estrutura de uma cúpula.



1 de julho de 2009

"Desenhando o Futuro" por Jacque Fresco. Sétimo Capítulo.

Arranha-Céus.



Os arranha-céus previstos serão construídos com fibra de carbono reforçada e betão pré-esforçado, sendo estabilizados contra tremores de terra e ventos ciclónicos mediante três colunas maciças cónicas que medem na sua base cerca de 30 metros. Esta estrutura tripla será reforçada para diminuir o impacto dos esforços de compressão, tensão e torção.



A construção destes arranha-céus assegura que esteja mais terreno disponível para a construção de parques e reservas selvagens, enquanto ajuda a conter a expansão urbana. Cada uma destas torres alberga um ambiente completo, contendo centros de acesso assim como creches infantis, instalações educativas, de saúde e recreativas. Esta concentração de instalações reduzirá a necessidade de viajar para o exterior.

O Boieiro a tocar a manada...

Miguel Boieiro, antigo presidente da câmara e actual presidente da Assembleia Municipal de Alcochete, considera que os dois novos arguidos do caso Freeport são “bodes expiatórios” para “disfarçar e fazer esquecer o verdadeiro responsável, que é o então ministro do Ambiente”, José Sócrates. Na sua opinião, nem a câmara municipal nem o Instituto da Conservação da Natureza (ICN) “tinham poderes para resolver nada sozinhos”, referindo-se a José Inocêncio e a José Manuel Marques, respectivamente presidente de Alcochete e vice-presidente do ICN na altura da aprovação do Freeport e que agora foram constituídos arguidos.
Considerando que estes podiam ter sido indicados como arguidos “logo de início” e não o foram, Miguel Boieiro entende que esta decisão serve para “envolver o processo e para não chamarem o verdadeiro responsável”. Referindo-se aos restantes arguidos, o presidente da Assembleia Municipal alcochetense lembra que Carlos Guerra, então presidente do ICN, “só deu o parecer favorável” e que o consultor Manuel Pedro e Charles Smith “só fizeram o seu trabalho”, a que Alcochete está “grato”, porque “em vez das construções devolutas” que estavam no local, o Freeport “tem mais vantagens”.

Zeferino Boal, ex-membro da Assembleia Municipal de Alcochete que, há dois anos, foi ilibado no processo por suspeitas de violação do segredo de justiça, refere que “já nada o surpreende” e reafirma o seu desejo de que “a investigação seja célere e se apure a verdade”. Miguel Boieiro lamenta que o poder judicial não esteja “suficientemente separado” do poder político, mas acredita que a conclusão do processo está “dependente da evolução política”, realçando que uma possível “mudança” nas próximas eleições poderá “influenciar” o caso. Por isso, confessa que “vê com curiosidade” o desenrolar do processo, “como numa telenovela, à espera do próximo capítulo”.

Em relação às suspeitas de que o primeiro chumbo do ICN ao Freeport, em 2001, possa ter sido uma medida estratégica com outros objectivos, Miguel Boieiro acredita que se deveu a intuitos “políticos”, uma vez que aconteceu em vésperas das eleições autárquicas. Miguel Boieiro, que depois de cinco mandatos como presidente, viria então a perder a câmara para o socialista José Inocêncio, refere que esse chumbo “nunca poderia acontecer assim”, porque o projecto estava “a ser acompanhado pelo ministério passo a passo” e, se algo não estivesse bem, seria “apenas um pormenor a ser corrigido e não chumbado limiarmente”. Zeferino Boal lembra que “já havia denunciado o chumbo estratégico na altura, mas ninguém ouviu”. (...)
Quanto ao processo do caso Freeport, Zeferino Boal garante que continua a “acreditar na competência e na capacidade dos serviços judiciais”, apesar de realçar que é necessário a quem tutela que “não crie constrangimentos”. Dando o exemplo “estanho” do processo ter andado “a passear” entre Lisboa e Setúbal, Zeferino Boal questiona porque “o ministério da Justiça não procura que o processo se conclua rapidamente”. Nos Estados Unidos, “o processo Madoff concluiu-se em sete meses, mas em Portugal não se concluem nem em sete anos”, aponta, concluindo que “quem tutela os serviços tem de ser chamado à responsabilidade”.
Notícia integral aqui.
Como se costuma dizer, sem papas na língua. Ainda bem que por detrás da cortina de fumo haja quem continue a ver o nariz do Pinóquio a espreitar, tal gato escondido com o rabo de fora. Aguardemos...