29 de setembro de 2010

Um dos pecados capitais, bem no seio da Igreja!

A Procuradoria de Roma congelou 23 milhões de euros nas contas do Banco Vaticano e lançou uma investigação contra o presidente da instituição por suspeita de branqueamento de dinheiro. De acordo com a agência Ansa, além de Tedeschi, também um outro responsável do banco está a ser investigado. Em causa está a alegada omissão, por parte dos dois responsáveis do banco, dos nomes dos autores de transacções financeiras suspeitas, como é exigido na nova cláusula da nova legislação anti-branqueamento que tornou obrigatória a referência dos autores das transacções financeiras, tal como o seu objectivo e natureza. O Vaticano expressou sua surpresa e perplexidade pela investigação judicial e já manifestou a máxima confiança nos dirigentes da instituição.

Notícia aqui.

E continuam a confiar neles...

22 de setembro de 2010

17 de setembro de 2010

Hans Rosling no TED: Sobre o crescimento da população mundial.





Este senhor ainda vai ser apelidado de comunista...

É isto que andamos paulatinamente a destruir!














Parece-me oportuno, para relativizarmos o que vem sendo ouvido nas conferências TED e para um pequeno intervalo, olharmos para a beleza do Oceano.

Stephen Palumbi no TED: Seguindo o rasto do mercúrio na cadeia alimentar.


Como comemos aquilo que deitamos fora, incluindo os venenos...

Richard Sears no TED: Planeando o fim da era do petróleo.


O regresso de Sir Ken Robinson ao TED: Façamos a revolução da aprendizagem!



Cristalino, como sempre.

Jeremy Jackson no TED: Como nós destruímos o oceano.


Mais um contributo para o Projecto Vénus...

14 de setembro de 2010

E elas continuam a fechar.

A velocidade a que estão a fechar empresas em Portugal é vertiginosa. Segundo os dados do Instituto Informador Comercial, desde o início do ano até ao fim do mês de Agosto, entrou em situação de insolvência uma média de 342 empresas por mês. Este é o número que representa o encerramento de uma média de onze empresas por cada dia do presente ano. A liderar a lista dos distritos com maior número de insolvências registadas em 2010 aparece a região do Grande Porto, onde o número de falências de empresas cresceu quase 10% face ao mesmo período de 2009. Com 710 insolvências contabilizadas em apenas 242 dias, foi neste distrito que fecharam 25% de todas as sociedades ou fábricas que encerraram em Portugal desde o início do ano. A seguir ao Porto, foi no distrito de Lisboa que se registaram mais insolvências, num total de 533 desde o início do ano e até ao fim de Agosto, correspondentes a 19,5% do total de falências registadas e com um aumento de quase 22% em relação aos números do mesmo período de 2009. Os distritos de Braga (393 insolvências registadas), Aveiro (244) e Leiria (128) fecham a lista dos cinco distritos que mais empresas viram fechar nos primeiros oito meses deste ano. Entre os sectores mais afectados pelo número galopante de insolvências ocorridas até ao final de Agosto, destaque para o comércio por grosso (377 empresas falidas, 13,8% do total), para a construção civil, com um total de 355 empresas encerradas em 242 dias, e para o sector do comércio a retalho. Aqui, o número de empresas que abriram falência desde o início do ano ascende a 309. Vestuário, metalurgia, indústria da madeira e mobiliário foram outros dos sectores mais afectados por esta onda de insolvências que varreu o País.

Notícia aqui.

A construção civil porque se sustentou num modelo insustentável de desenvolvimento, a indústria porque está a passos largos para o Oriente e o comércio porque, no fim de contas, estamos em crise! Só o Pinóquio é que não dá por ela...

10 de setembro de 2010

Estás mesmo a pedi-las Ção!


Direitos e deveres sociais.

"Artigo 72º. Terceira idade.
1. As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar ecomunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social.
2. A política de terceira idade engloba medidas de carácter económico, social e cultural tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal, através de uma participação activa na vida da comunidade."

Quem não tem um familiar ou um conhecido cuja pensão mal dá para os medicamentos? Quem não ouviu já falar das condições degradantes de muitos lares de terceira idade? Quem pode ignorar o abandono a que muitos idosos são votados? Muitíssimo há ainda a fazer, incluindo incutir nos mais novos um maior respeito pelos mais velhos.

9 de setembro de 2010

É malhar enquanto o ferro está quente Daniel!

Uma das propostas de Paulo Portas para o recomeço do ano político foi um referendo à possibilidade de julgar em 48 horas quem seja apanhado em flagrante delito a cometer um crime. Não vou aqui perder tempo com os perigos de um referendo em matéria penal ou com o que já existe na lei sobre esta matéria. Isso fica para outra jornada. Aquilo de que quero falar é desta forma de fazer política. É evidente que o "sim" venceria num referendo deste género. E se se propusesse um julgamento em 48 horas para todo o tipo de crimes também. E se fosse para reintrodução da pena de prisão perpétua também. E de trabalhos forçados. E provavelmente da pena de morte. Porque a aprendizagem dos direitos cívicos, sem os quais não há uma verdadeira democracia, demora tempo. Paulo Portas corresponde, em parte, a um determinado tipo de político: explora, antes de mais, o medo. E explorar o medo é explorar a irracionalidade das pessoas. Quem faz política usando a irracionalidade alheia não é só intelectualmente preguiçoso. É eticamente leviano e politicamente irresponsável. E explora o medo plausível, porque só esse tem uma eficácia esmagadora. Assim como o desprezo pelo imigrante e a raiva ao vizinho que recebe o rendimento mínimo. Explora a irracionalidade maioritária, que nasce de percepções difusas da realidade que se conhece. Até aqui, nada de novo. Foi feito, por políticos destrutivos, vezes sem conta na história. Mas Portas corresponde também a um novo tipo de populista. Nele se incluem homens como Nicolas Sarkozy ou como o falecido Pim Fortuyn. Gente inteligente, intelectualmente sofisticada, mas que aposta a sua sobrevivência política nos instintos mais primários dos cidadãos: o medo, a vingança, o preconceito, o racismo, a intolerância. Não são boçais como Bossi ou Le Pen. Conquistaram maior respeitabilidade e alguma patine cultural. Estão mais próximos das elites e movem-se melhor nos meios mediáticos. E são, por isso, muito mais perigosos. O que arrepia nuns passa por razoável neles. Tem havido algum pudor em chamar a Portas o que ele é: o líder da extrema-direita portuguesa. Por ser sofisticado; por se ter, na medida do possível, afastado da herança salazarista que marca a direita radical portuguesa; por não corresponder ao estereótipo de um ultraconservador; e por ser líder de um partido com alguma tradição democrata-cristã. Mas se olharmos com atenção, a agenda do CDS aproxima-se da agenda de toda a extrema-direita europeia: combate à imigração e aos apoios sociais para os mais pobres e um discurso securitário e obcecado pela ordem (na escola, nas empresas, na rua). Mas talvez devêssemos pensar que se se parece com a extrema-direita, age como a extrema-direita e fala como a extrema-direita é bem capaz de ser mesmo a extrema-direita. Junta-lhe apenas um pormenor: o liberalismo económico. E a questão é saber se foi a extrema-direita que cedeu ao Capitalismo que dizia combater no passado ou se foram os "liberais" que cederam ao populismo da extrema-direita. Inclino-me para a segunda. E ao decidirem seguir este caminho escolheram um espaço político. Um espaço em relação ao qual a direita civilizada tinha obrigação de manter um cordão sanitário. Em França não só não o manteve como adoptou como seu uma das mais sinistras figura deste novo tipo de populista. Para que esse cordão sanitário exista e se mantenham fechados no baú da história fantasmas do passado seria necessário começar por dizer que o rei vai nu: Paulo Portas não está, pelo seu populismo desbragado, no arco da direita democrática. Tem apenas a vantagem de, com a sua presença, travar o crescimento de uma extrema-direita violenta. Mas nem por isso deixa de ser o que é.

Artigo aqui.

O Daniel Oliveira responde-lhes!

Quando a crise aperta os homens perigosos revelam-se. E se o primeiro alvo de Sarkozy foram os ciganos, logo depois vieram os imigrantes pobres (já tinha dado alguma atenção aos muçulmanos). A França expulsará os estrangeiros com dificuldades de subsistência, tratando-os assim como material descartável. Outras medidas deste pacote "Front National" são a possibilidade de tirar a nacionalidade aos que, não tendo nascido em França, atentem contra a integridade de membros de forças de segurança e a de impedir menores nascidos em França, de pais estrangeiros, de obter a nacionalidade caso sejam condenados a pena de prisão. Sarkozy decidiu, em tempo de crise, concentrar-se nos imigrantes e nos pobres. O mote foi dado por Le Pen há muitos anos: a França para os franceses. Os imigrantes fizeram o seu trabalho, agora que as coisas estão difíceis podem voltar à procedência. Sarkozy criou também um novo tipo de cidadão: o francês a prazo. Mesmo com nacionalidade francesa, a ele não se lhe aplicam as mesmas leis que aos restantes, havendo uma pena suplementar. A nacionalidade não lhe é, na realidade, dada, mas emprestada. Já com os filhos de estrangeiros nascidos em França a coisa é ainda mais grave: pagam o pecado de não terem puro sangue e podem, na prática, vir a ser expulsos para um país que muitos nem sequer conhecem. As expulsões de ciganos europeus e a nova política de imigração e nacionalidade deixam tudo muito claro: a resposta de Sarkozy à crise é a lepenização da política francesa. A agenda é evidente: muçulmanos, ciganos, imigrantes, naturalizados. Quem julga que esta agenda tem alguma coisa a ver com direitos das mulheres, mendicidade e criminalidade padece de uma comovente ingenuidade. A agenda é coerente e politicamente eficaz para afastar a atenção dos verdadeiros responsáveis por esta crise. Não tenho dúvidas que outros líderes europeus lhe seguirão os passos. Só se espanta quem não esteve atento ao senhor que, numa campanha eleitoral, quando passeava por bairro dos subúrbios de Paris, chamou "ralé" aos que o contestavam. Mas a verdadeira "ralé", que usa o ódio e o racismo para ganhar vantagem durante a crise, está no poder. E ameaça espalhar-se como um vírus pela Europa. Sabemos que os maus momentos económicos acordam os piores fantasmas. Eles aí estão. Le Pen, estás dispensado. Um dos teus já está no Eliseu.

Artigo aqui.

Tenho vergonha de pertencer a esta Europa!

De acordo com um comunicado da presidência francesa, divulgado ao início da tarde de hoje, a nova legislação sobre a imigração será debatida no parlamento até ao fim deste mês e entrará em vigor ainda antes do fim deste ano. Além do endurecimento das medidas sobre a expulsão de França de cidadãos europeus, designadamente os mais pobres, Nicolas Sarkozy confirma que a nacionalidade francesa será retirada aos naturalizados que ataquem autoridades públicas, pondo em risco a vida nomeadamente de agentes da polícia. Também os menores de origem estrangeira nascidos em França e condenados a penas de prisão poderão ver a aquisição da nacionalidade francesa recusada. No entanto, o Presidente francês não inclui a poligamia como uma razão de perda da nacionalidade. Para este caso anuncia apenas o reforço das sanções contra as fraudes nas pensões sociais. Estas medidas foram anunciadas depois de uma reunião ao fim da manhã de hoje, no palácio do Eliseu, do Presidente com o Primeiro-Ministro e os ministros do interior e da imigração. E surgem igualmente depois das fortes polémicas em torno das expulsões colectivas, nas últimas semanas, de ciganos romenos e búlgaros. A novidade das novas decisões é o alargamento da ameaça de expulsão de França a todos os europeus sem meios duradouros de sustento ou que, ainda segundo o comunicado do Eliseu, representem "uma ameaça para a ordem pública" ou "um abuso ao direito à livre circulação".

Notícia aqui.

Ao bom estilo dessa boçalidade de nome Le Pen.


É assim que eles queimam o dinheiro que é de todos nós!

O Grupo Mesquita, do empresário nortenho Alberto Mesquita, está em processo de insolvência. Para alguns empresários do sector da construção, este era um desfecho esperada há pelo menos três anos. Visão diferente terá tido o IAPMEI (instituto público que apoia o tecido empresarial), que no ano passado injectou cinco milhões de euros na companhia, dinheiro que é irrecuperável. Tal como na Facontrofa, empresa têxtil que detinha as lojas da marca Cheyenne - faliu também pouco depois da entrada do IAPMEI - e de outros casos já noticiados, a injecção de capital no grupo nortenho foi decidida em 2009, quando Manuel Pinho ainda era ministro da Economia. Tratou-se de um ano de grave crise económica e de eleições legislativas, realizadas em Outubro. A entrada dos fundos do IAPMEI foi feita através do Fundo para a Revitalização e Modernização do Tecido Empresarial (FRME), criado para apoiar projectos de reestruturação de empresas. Segundo uma fonte próxima do processo, a operação foi desaconselhada pelos técnicos do FRME que acompanharam a candidatura. Confrontado com esta questão, o IAPMEI adianta que "o dossier completo sobre a operação FRME referente à empresa Alberto Martins Mesquita & Filhos, SA inclui a análise efectuada pelos técnicos responsáveis pelo referido fundo, a qual, como não poderia deixar de ser, é favorável à concretização da operação e está assinada pelo chefe de departamento do referido sector". O IAPMEI lembra que, "naturalmente, a situação financeira das empresas que se candidatam a apoios no âmbito do FRME é, por natureza, de extrema dificuldade, o que implica que algumas destas operações assumam um risco elevado e que nem todos os desfechos sejam favoráveis".