Há 5 anos
17 de abril de 2010
14 de abril de 2010
O fazedor de ícones.
Morreu Malcolm McLaren, o arquitecto do punk britânico.
O antigo gestor dos Sex Pistols e uma das figuras de referência da música punk, Malcolm McLaren, morreu quinta-feira, aos 64 anos.O anúncio foi feito pelo filho do músico, Joe Corre, que informou que o pai faleceu em resultado de uma forma extremamente agressiva de cancro, na Suíça, sem revelar a localização exacta para evitar a presença da comunicação social. Malcolm McLaren «foi o original músico punk e revolucionou o mundo», disse Corre, em conversa telefónica com a Associated Press. McLaren alcançou a fama como gestor dos Sex Pistols, mas este aluno de Artes que abandonou os estudos também ficou conhecido pela polémica loja de roupas que abriu na londrina King's Road com a sua então namorada, Vivienne Westwood, em 1971. A loja mudou de nome e ramo várias vezes, estando aberta como SEX, World's End e Seditionaries, antes de o casal se separar. O jornalista de música Jon Savage, que escreveu England's Dreaming, uma história dos Sex Pistols e da era punk, disse que «sem Malcolm McLaren não teria havido qualquer punk britânico». Ele foi, acrescentou, «um dos raros indivíduos que teve um grande impacto na vida social e cultural da nação». Apesar de os Sex Pistols se terem separado depois de sair o seu único álbum, Never Mind the Bollocks, de 1977, os seus cânticos bizarros, roucos e rebeldes inspiraram muitas bandas posteriormente. O seu baixista, Sid Vicious, morreu de uma dose excessiva de heroína em 1979, depois de ter sido acusado de assassinar a namorada, Nancy Spungen, em Nova Iorque, em 1978. A carreira de McLaren na música foi mais do que gerir os Sex Pistols: também teve uma carreira a solo, canções marcantes no hip-hop e trabalhou na música eletrónica, pop e até na ópera. Além da música e da moda, McLaren também esteve no jornalismo e na produção de filmes, trabalhando com realizadores como Quentin Tarantino e Steven Spielberg. Corre, que é o filho resultante da relação com Westwood, continua a tradição familiar de misturar choque com sucesso, ao ser um dos fundadores da cadeia de lingerie Agent Provocateur. O filho de McLaren acrescentou que este desejava ser incinerado no cemitério de Highgate, a norte de Londres, perto do local onde nascera.
O antigo gestor dos Sex Pistols e uma das figuras de referência da música punk, Malcolm McLaren, morreu quinta-feira, aos 64 anos.O anúncio foi feito pelo filho do músico, Joe Corre, que informou que o pai faleceu em resultado de uma forma extremamente agressiva de cancro, na Suíça, sem revelar a localização exacta para evitar a presença da comunicação social. Malcolm McLaren «foi o original músico punk e revolucionou o mundo», disse Corre, em conversa telefónica com a Associated Press. McLaren alcançou a fama como gestor dos Sex Pistols, mas este aluno de Artes que abandonou os estudos também ficou conhecido pela polémica loja de roupas que abriu na londrina King's Road com a sua então namorada, Vivienne Westwood, em 1971. A loja mudou de nome e ramo várias vezes, estando aberta como SEX, World's End e Seditionaries, antes de o casal se separar. O jornalista de música Jon Savage, que escreveu England's Dreaming, uma história dos Sex Pistols e da era punk, disse que «sem Malcolm McLaren não teria havido qualquer punk britânico». Ele foi, acrescentou, «um dos raros indivíduos que teve um grande impacto na vida social e cultural da nação». Apesar de os Sex Pistols se terem separado depois de sair o seu único álbum, Never Mind the Bollocks, de 1977, os seus cânticos bizarros, roucos e rebeldes inspiraram muitas bandas posteriormente. O seu baixista, Sid Vicious, morreu de uma dose excessiva de heroína em 1979, depois de ter sido acusado de assassinar a namorada, Nancy Spungen, em Nova Iorque, em 1978. A carreira de McLaren na música foi mais do que gerir os Sex Pistols: também teve uma carreira a solo, canções marcantes no hip-hop e trabalhou na música eletrónica, pop e até na ópera. Além da música e da moda, McLaren também esteve no jornalismo e na produção de filmes, trabalhando com realizadores como Quentin Tarantino e Steven Spielberg. Corre, que é o filho resultante da relação com Westwood, continua a tradição familiar de misturar choque com sucesso, ao ser um dos fundadores da cadeia de lingerie Agent Provocateur. O filho de McLaren acrescentou que este desejava ser incinerado no cemitério de Highgate, a norte de Londres, perto do local onde nascera.
Notícia aqui.
Punk's not dead!
Richard Dawkins: "eu vou prender o Papa".
Richard Dawkins, o militante ateu, está a planear uma emboscada legal para que o Papa Bento XVI seja detido por “crimes contra a Humanidade” durante a sua visita ao Reino Unido. Para o efeito, o autor já consultou uma série de advogados de direitos humanos para que seja aberto um processo contra Ratzinger sobre o alegado encobrimento de centenas de crimes sexuais dentro da Igreja Católica. O escritor acredita que o Papa não poderá invocar imunidade diplomática contra um eventual mandato de detenção, na medida em que ele não é um chefe de estado reconhecido pelas Nações Unidas. Dawkins, autor de “A Desilusão de Deus”, acusa o Santo Padre de encobrir de forma descarada o abuso sexual de menores dentro da comunidade católica: “Quando os seus sacerdotes são apanhados de calças na mão, o instinto deste homem é encobri-los e evitar escândalos. E depois que se lixem as vítimas”.
Notícia aqui.
E pergunto eu: posso ajudar em alguma coisa?
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"Desenhando o Futuro" por Jacque Fresco. Décimo Capítulo.
Leis e Decisões.
Decisões.
Como se chega às decisões numa sociedade cibernética com a economia baseada nos recursos?
Para responder a esta pergunta recorremos a computadores, que enviam continuamente informações sobre o ambiente, e ao método científico. Esses computadores teriam sensores eléctricos localizados por todo o globo e em todas as áreas dos complexos sociais estabelecidos. Por exemplo, esses sensores eléctricos retiram informação de áreas agrícolas onde sistemas computadorizados gerem e controlam as necessidades de produção como a água, fertilizantes, insectos, pestes, doenças das plantas, etc. As decisões são portanto tomadas automaticamente, pelas máquinas, em função das necessidades específicas das culturas e com informação permanentemente actualizada. O resultado, aplicando este mesmo princípio a outros campos da vida diária, será uma civilização mais humana, com maior sentido de responsabilidade e que não baseia as suas decisões nos caprichos, opiniões ou desejos de um sector em particular ou até individual.
Podemos também pensar neste conceito como um sistema nervoso autónomo e central. O corpo humano responde automaticamente a uma infecção. Se temos uma infecção num dedo do pé não ocorre nenhuma reunião entre as células para informar o cérebro sobre essa infecção, uma vez que o sistema nervoso direcciona automaticamente anti-corpos para a área afectada de forma a combatê-la rapidamente. Esta resposta automática do sistema nervoso é em tudo semelhante ao funcionamento de uma economia baseada nos recursos como temos aqui apresentado.
A pergunta que devemos formular é: “Que fim queremos que a cultura sirva?”. À medida que vai sendo ultrapassada a necessidade do dinheiro e a nova missão passa a ser fornecer bem-estar a todos, protegendo o ambiente, as respostas ficam disponíveis rapidamente. O resultado será ar e água puros, terra arável, alimentos nutritivos, transportes eficientes, uma educação relevante e continuamente actualizada, um bom sistema de saúde, interacção social construtiva e cidades funcionando para servir estes fins e ainda mais. Tudo isto significa uma abordagem mais humana e prenhe de significado intrínseco para moldar uma sociedade que não se baseia simplesmente em opiniões.
Enquanto transitamos para um processo integralmente cibernético de gerir os assuntos práticos da humanidade, novas tecnologias podem ser implementadas de forma a remover o erro humano. Essas máquinas fornecerão informação em vez de opiniões, reduzindo consideravelmente a influência de más avaliações e irracionalidade ou de componentes emocionais na forma como os assuntos são geridos. Deste modo as pessoas terão um cada vez menor papel nas decisões a tomar e a sociedade pode assumir esforços para estabelecer a Inteligência Artificial e as máquinas como o modo de gerir todos os recursos, servindo eficazmente o bem comum.
Para responder a esta pergunta recorremos a computadores, que enviam continuamente informações sobre o ambiente, e ao método científico. Esses computadores teriam sensores eléctricos localizados por todo o globo e em todas as áreas dos complexos sociais estabelecidos. Por exemplo, esses sensores eléctricos retiram informação de áreas agrícolas onde sistemas computadorizados gerem e controlam as necessidades de produção como a água, fertilizantes, insectos, pestes, doenças das plantas, etc. As decisões são portanto tomadas automaticamente, pelas máquinas, em função das necessidades específicas das culturas e com informação permanentemente actualizada. O resultado, aplicando este mesmo princípio a outros campos da vida diária, será uma civilização mais humana, com maior sentido de responsabilidade e que não baseia as suas decisões nos caprichos, opiniões ou desejos de um sector em particular ou até individual.
Podemos também pensar neste conceito como um sistema nervoso autónomo e central. O corpo humano responde automaticamente a uma infecção. Se temos uma infecção num dedo do pé não ocorre nenhuma reunião entre as células para informar o cérebro sobre essa infecção, uma vez que o sistema nervoso direcciona automaticamente anti-corpos para a área afectada de forma a combatê-la rapidamente. Esta resposta automática do sistema nervoso é em tudo semelhante ao funcionamento de uma economia baseada nos recursos como temos aqui apresentado.
A pergunta que devemos formular é: “Que fim queremos que a cultura sirva?”. À medida que vai sendo ultrapassada a necessidade do dinheiro e a nova missão passa a ser fornecer bem-estar a todos, protegendo o ambiente, as respostas ficam disponíveis rapidamente. O resultado será ar e água puros, terra arável, alimentos nutritivos, transportes eficientes, uma educação relevante e continuamente actualizada, um bom sistema de saúde, interacção social construtiva e cidades funcionando para servir estes fins e ainda mais. Tudo isto significa uma abordagem mais humana e prenhe de significado intrínseco para moldar uma sociedade que não se baseia simplesmente em opiniões.
Enquanto transitamos para um processo integralmente cibernético de gerir os assuntos práticos da humanidade, novas tecnologias podem ser implementadas de forma a remover o erro humano. Essas máquinas fornecerão informação em vez de opiniões, reduzindo consideravelmente a influência de más avaliações e irracionalidade ou de componentes emocionais na forma como os assuntos são geridos. Deste modo as pessoas terão um cada vez menor papel nas decisões a tomar e a sociedade pode assumir esforços para estabelecer a Inteligência Artificial e as máquinas como o modo de gerir todos os recursos, servindo eficazmente o bem comum.
9 de abril de 2010
Bem a propósito!
O corrupto típico é homem, casado, tem entre 36 e 55 anos, exerce uma profissão a tempo inteiro e não tem antecedentes criminais. Profissionais dos serviços e vendedores são os que mais oferecem subornos, enquanto os quadros intermédios e superiores da administração pública são os que mais se deixam «comprar». Segundo o relatório da Procuradoria-geral da República e do ISCTE, que analisou a corrupção participada em Portugal entre 2004 e 2008, e a que a TVI teve acesso, a classe política é visada em 10% dos casos de corrupção passiva, mas também surge como suspeita de oferecer subornos em quatro por cento dos processos analisados. As empresas do sector privado são líderes absolutas na oferta de subornos, com destaque para a área da construção civil, seguida do desporto, ensino automóvel, hotelaria/ restauração e imobiliária. A situação inverte-se quando está em causa o perfil de quem aceita «vender-se». Aqui o sector público domina, com os órgãos do poder local a levarem a dianteira, visados em quase 60% dos 463 processos abertos. Entre 2004 e 2008 registaram-se 155 participações contra câmaras municipais, 40 participações contra juntas de freguesia e 68 contra serviços municipalizados de água e saneamento. O ministério da administração interna ocupa o segundo lugar na lista dos mais permeáveis à corrupção, com 47 participações, a maioria visando a GNR e a PSP. O terceiro lugar pertence ao Ministério da Justiça. Os 32 casos participados dizem respeito sobretudo a tribunais, conservatórias e registos civis, mas também atingem estabelecimentos prisionais e num caso, até, a própria Procuradoria-geral da República. O distrito judicial do Porto bate recordes no caso da corrupção, com perto de 40% da criminalidade participada, contra os quase 30% de Lisboa. O estudo analisou 838 processos, cerca de 90% de toda a corrupção participada em Portugal entre 2004 e 2008.
Notícia aqui.
Bem fala o João Cravinho em despolitizar ou despartidarizar a Administração Pública...
Para que conste.
Perto de 69 por cento dos processos instaurados por corrupção no setor público envolvem câmaras municipais e dez por cento dos arguidos nestes casos são políticos, segundo um estudo apresentado hoje. É no poder local que se concentra o maior número de casos de corrupção, segundo um estudo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do ISCTE sobre a corrupção participada entre 2004 e 2008. Na administração central é o Ministério da Administração Interna - que tutela as forças de segurança e a ex-Direção Geral de Viação - que regista mais casos (10,1 por cento) de corrupção.
Notícia aqui.
E com funcionários a porem-se muito a jeito, se houver investigação a sério, estes números disparam em progressão geométrica.
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Cabala: a religião dos suspeitos de corrupção. Por Tiago Mesquita.
Os ensinamentos que regem a vida de Madonna e que esta deu a conhecer ao mundo ameaçam tornar-se um caso sério em Portugal, conquistando seguidores em sectores tão distantes, ou talvez não, como os da política, futebol, dos negócios e da banca e até algum pessoal da marinha e consulados. Um fenómeno.
"Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é uma sabedoria que investiga a natureza divina" e tem como finalidade o "eliminar toda forma de caos, dor e sofrimento". Portanto não será bem uma religião. É mais um estado de espírito. Uma forma de estar na vida. Curioso.
Entende-se. Isto é gente que sofre muito. Deve ser uma dor de cabeça gerir tantos milhões de origem duvidosa e ainda fazer ar de desentendido e ofendido quando alguém vem questionar sobre o assunto.
"Cabala!" gritam eles. E pronto. Mais um desgraçado cabalista que só estava a tentar "eliminar o caos e a dor" sossegado no seu canto e tinham que vir prolonga-lhe o sofrimento. Anda aqui uma pessoa a tentar praticar o bem e é logo rotulado. Parece impossível.
"Corrupto? Eu? Assinei um contrato de prestação de serviços meu caro amigo!" E assim ficamos todos a saber que é possível ser-se corrupto e ganhar muito dinheiro com isso desde que se tenha um contrato de prestação de serviços a servir de álibi.
Funciona como aquele cartão do monopólio, o "Out of Jail Free card". Quando há problemas, mostra-se o cartão e pode-se continuar a jogar livremente, sem se correr o risco de ir bater com os costados na barra de um Tribunal ou nas grades de um Estabelecimento Prisional. O contrato até pode dizer apenas: " Atesta-se que este senhor não é corrupto. É um prestador honrado e lavadinho que só quer praticar o bem e aliviar a dor".
São doentes. Toxicodependentes. Agarrados que precisam de repor com regularidade alguma ordem no caos, aliviando desta forma a dor e o sofrimento. Se ganham alguma coisa com isso melhor, porque no fundo só estão a praticar o bem e a defender o interesse público.
Mas o Ministério (também ele Público) fica de mãos atadas. Não pode acusar um trabalhador honesto só porque ele decidiu seguir a desonesta e paralela carreira da corrupção. Está tudo dentro da legalidade. Logo, intocável.
E assim nasce um novo cabalista. Com contrato e tudo. Parabéns. A cabala é que está a dar. E está a dar muito. Mas só a alguns.
"Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é uma sabedoria que investiga a natureza divina" e tem como finalidade o "eliminar toda forma de caos, dor e sofrimento". Portanto não será bem uma religião. É mais um estado de espírito. Uma forma de estar na vida. Curioso.
Entende-se. Isto é gente que sofre muito. Deve ser uma dor de cabeça gerir tantos milhões de origem duvidosa e ainda fazer ar de desentendido e ofendido quando alguém vem questionar sobre o assunto.
"Cabala!" gritam eles. E pronto. Mais um desgraçado cabalista que só estava a tentar "eliminar o caos e a dor" sossegado no seu canto e tinham que vir prolonga-lhe o sofrimento. Anda aqui uma pessoa a tentar praticar o bem e é logo rotulado. Parece impossível.
"Corrupto? Eu? Assinei um contrato de prestação de serviços meu caro amigo!" E assim ficamos todos a saber que é possível ser-se corrupto e ganhar muito dinheiro com isso desde que se tenha um contrato de prestação de serviços a servir de álibi.
Funciona como aquele cartão do monopólio, o "Out of Jail Free card". Quando há problemas, mostra-se o cartão e pode-se continuar a jogar livremente, sem se correr o risco de ir bater com os costados na barra de um Tribunal ou nas grades de um Estabelecimento Prisional. O contrato até pode dizer apenas: " Atesta-se que este senhor não é corrupto. É um prestador honrado e lavadinho que só quer praticar o bem e aliviar a dor".
São doentes. Toxicodependentes. Agarrados que precisam de repor com regularidade alguma ordem no caos, aliviando desta forma a dor e o sofrimento. Se ganham alguma coisa com isso melhor, porque no fundo só estão a praticar o bem e a defender o interesse público.
Mas o Ministério (também ele Público) fica de mãos atadas. Não pode acusar um trabalhador honesto só porque ele decidiu seguir a desonesta e paralela carreira da corrupção. Está tudo dentro da legalidade. Logo, intocável.
E assim nasce um novo cabalista. Com contrato e tudo. Parabéns. A cabala é que está a dar. E está a dar muito. Mas só a alguns.
Artigo aqui.
Bota-lhe azeite Tiago! Ficamos à espera de mais.
Pedofilia na sacristia em prosa cristalina.
O timing foi perfeito. Páscoa à vista. Crucificação. Redenção. Renascimento e perdão. A igreja pecou. Pedimos desculpa pelo incómodo mas os miúdos andavam por ali e o padre ou bispo antes de o ser é um homem como os outros. Logo de vez em quando peca, o danado. Dá-lhe para aquilo, para a pedofilia vejam bem, o maroto. Não está em causa a sinceridade das palavras do Cardeal, pessoa que respeito e considero. Mas o que ele não disse. Do que a Igreja não fala. Os silêncios por detrás das palavras bonitas e vazias em estilo litúrgico.
1 - Pedofilia é crime e não um mero "pecado da Igreja". Não estamos a falar de um padre que abusou do vinho durante a missa ou que faça tráfico de hóstias com as paróquias vizinhas. A coisa não se resolve com uma palmadinha nas costas e 2 ave-marias e 3 Pais-nosso. Não ouvi nas palavras do Cardeal as palavras abuso, crime ou pedofilia uma única vez.
2 - Como crime que é tem de ser investigado e punido. E convém sê-lo pela lei dos homens e não somente pela de Deus. O Deus tarda mas não falha não me parece que seja a atitude mais correcta nestes casos. Esperar pela justiça divina não chega.
Igualmente não chegam a meia dúzia de repreensões de sacristia. E muito menos tolerar coisas do género "tens de te portar como deve ser. Agora vais para outro lugar mas sem andares por lá feito palerma atrás dos garotos".
3 - A Igreja devia lavar a cara sim. Mas podia começar por denunciar o que sabe. Quem "pecou" deve ser punido. Se os padres são homens como todos os outros, apesar de a própria Igreja os não tratar como tal, suponho que não deveriam viver acima da lei. E em caso da prática de um crime deviam ser acusados e engavetados como os demais, e não "transferidos" ou "reciclados". Nunca apenas fechados na gaveta incómoda da sua própria consciência.
4 - A pedofilia, ao contrário do que alguns tentam fazer parecer, não é um crime exclusivo da Igreja. É transversal na sociedade. Mas porque será que na restante sociedade os casos não proliferam desta forma avassaladora? Será que a Ordem dos médicos encobriria durante anos a fio casos de abusos sexuais de médicos a pacientes menores? Ou outra Ordem qualquer, Associação, Ministério, Empresa ou até simples grupo de amigos? Não me parece.
Será que o escamotear deliberado não levou à proliferação de casos? Não estaremos a assistir a um terrível milagre da multiplicação dos casos de pedofilia pela omissão e dissimular sucessivo dos mesmos? Seriam estes os "pecados da Igreja" de que falava o Cardeal Patriarca de Lisboa: os encobrimentos sucessivos de crimes praticados por membros do Clero?
Só podem ser porque os outros são crimes. Crimes praticados por homens que por mero acaso ou suposta vocação são membros da Igreja. Mas tão criminosos como os outros.
1 - Pedofilia é crime e não um mero "pecado da Igreja". Não estamos a falar de um padre que abusou do vinho durante a missa ou que faça tráfico de hóstias com as paróquias vizinhas. A coisa não se resolve com uma palmadinha nas costas e 2 ave-marias e 3 Pais-nosso. Não ouvi nas palavras do Cardeal as palavras abuso, crime ou pedofilia uma única vez.
2 - Como crime que é tem de ser investigado e punido. E convém sê-lo pela lei dos homens e não somente pela de Deus. O Deus tarda mas não falha não me parece que seja a atitude mais correcta nestes casos. Esperar pela justiça divina não chega.
Igualmente não chegam a meia dúzia de repreensões de sacristia. E muito menos tolerar coisas do género "tens de te portar como deve ser. Agora vais para outro lugar mas sem andares por lá feito palerma atrás dos garotos".
3 - A Igreja devia lavar a cara sim. Mas podia começar por denunciar o que sabe. Quem "pecou" deve ser punido. Se os padres são homens como todos os outros, apesar de a própria Igreja os não tratar como tal, suponho que não deveriam viver acima da lei. E em caso da prática de um crime deviam ser acusados e engavetados como os demais, e não "transferidos" ou "reciclados". Nunca apenas fechados na gaveta incómoda da sua própria consciência.
4 - A pedofilia, ao contrário do que alguns tentam fazer parecer, não é um crime exclusivo da Igreja. É transversal na sociedade. Mas porque será que na restante sociedade os casos não proliferam desta forma avassaladora? Será que a Ordem dos médicos encobriria durante anos a fio casos de abusos sexuais de médicos a pacientes menores? Ou outra Ordem qualquer, Associação, Ministério, Empresa ou até simples grupo de amigos? Não me parece.
Será que o escamotear deliberado não levou à proliferação de casos? Não estaremos a assistir a um terrível milagre da multiplicação dos casos de pedofilia pela omissão e dissimular sucessivo dos mesmos? Seriam estes os "pecados da Igreja" de que falava o Cardeal Patriarca de Lisboa: os encobrimentos sucessivos de crimes praticados por membros do Clero?
Só podem ser porque os outros são crimes. Crimes praticados por homens que por mero acaso ou suposta vocação são membros da Igreja. Mas tão criminosos como os outros.
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Mais nada! E vem aí mais do Tiago Mesquita, colunista por quem começo a nutrir uma galopante simpatia.
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8 de abril de 2010
Where ignorance reins, life is lost, lost!
Ainda bem que há pessoas que conseguem dizer as coisas com uma simplicidade e esclarecimento desarmantes. Parece que afinal a norma não está ferida (ouch!) de inconstitucionalidade...
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7 de abril de 2010
Porra, finalmente carago!
Para o ex-ministro socialista e principal proponente da última vaga de leis de combate à corrupção, a "peça fundamental" nesta luta é "despartidarizar a administração pública e escolher dirigentes públicos pelo mérito e competência". Por o considerar essencial, foi muito específico nas suas propostas. Defendeu o fim de nomeações políticas em "toda a administração directa e indirecta, gestores de sociedades de capital público e em empresas onde há participação do Estado". Apresentou uma solução para os processos de contratação de dirigentes, com a inclusão de uma comissão independente mandatada para organizar o processo de selecção, aberto a todos os cidadãos, propondo depois "dois ou três candidatos". Ao ministro da tutela cabia apenas arrancar com o processo, indicando um perfil, mas escolhendo sempre entre os dois ou três nomes propostos pela comissão. Já antes tinha explicado o porquê da proposta. A actual lei, denunciou, "conduz à partidarização", falando mesmo em "casos significativos" em Portugal de "manifestações de redes de tráfico de influência que desviam a administração dos seus objectivos últimos". A rematar, foi particularmente duro com o Governo: "Não podemos continuar a ter um governo sem estratégia explícita de combate à corrupção", defendeu, para depois perguntar para que serviam "700 planos de anticorrupção" se o executivo não tomava em mãos a iniciativa. E classificou o actual estado das leis como um "problema de vontade política". O agora responsável no Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento avançou depois com uma bateria de propostas "avulsas". Entre estas propôs premiar cidadãos que avançassem com processos contra causadores de lesão dos interesses financeiros do Estado. No caso do processo judicial "propiciar activos financeiros ao Estado", "o cidadão em causa teria o direito a 15 a 20 por cento [do valor recuperado], ditado pelo tribunal". Sobre os offshores defendeu que "as entidades de que não se conheça o beneficiário último não poderá ter personalidade jurídica". Sobre contratos públicos de grande complexidade, João Cravinho aventou "uma auditoria em tempo real responsável e responsabilizável".
Notícia aqui.
Haja alguém que tenha a lucidez e a coragem de dizer o que se passa e propor caminhos para a mudança! Parabéns ao Eng. Cravinho!
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Investiguem filhos, investiguem...
O Governo português suspendeu hoje o cônsul honorário de Portugal em Munique, Jurgen Adolff, de "todas as funções relacionadas com o exercício do cargo", na sequência da investigação na Alemanha de suspeitas de corrupção na venda de submarinos. "Em resultado de informação proveniente das autoridades alemães sobre a ação judicial em curso naquele país, o Governo suspendeu de todas as funções relacionadas com o exercício do cargo o cônsul honorário de Portugal em Munique, Alemanha, o senhor Jurgen Adolff, a partir de hoje", lê-se num comunicado do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. A suspensão das funções de Jurgen Adolff do cargo de cônsul honorário de Portugal em Munique manter-se-á "até cabal esclarecimento das investigações que o envolvem pessoalmente", acrescenta o gabinete de António Braga no comunicado enviado à Lusa. A revista alemã Der Spiegel noticiou que um cônsul honorário de Portugal, que não identifica, terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros da Man Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004. De acordo com a Der Spiegel, o cônsul honorário terá também organizado, no verão de 2002, uma "reunião entre a administração da Ferrostaal e o antigo primeiro ministro português José Manuel Durão Barroso", actual presidente da Comissão Europeia. As autoridades judiciais de Munique, que efectuaram várias buscas na passada quarta feira na Ferrostaal, encontraram "mais de uma dúzia de contratos de consultoria suspeitos", que visavam "dissimular os canais de pagamento" para que "subornos pudessem ser enviados a responsáveis do Governo [português], dos Ministérios e da Marinha", refere a revista.
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Petição Não encerremos o Museu de Artesanato de Évora.
Não encerremos o Museu de Artesanato de Évora Em Reunião da Câmara Municipal de Évora de 25 de Março passado foi celebrado o protocolo entre a Câmara e o Turismo do Alentejo para a criação do Museu do Design em Évora – Colecção Paulo Parra, no local do actual Centro de artes tradicionais – Museu de artesanato. Sem pôr em causa a qualidade e mérito da colecção em apreço, ou o que este género de oferta contemporânea pode contribuir para a atracção de novos públicos e para a promoção da cidade de Évora, com que aliás nos congratulamos, manifestamos tristeza por ser colocado de parte, ou secundarizado para o efeito, um importante marco da memória dos usos, costumes e tradições da nossa região. De facto mais que o evidente contrasenso de levar agora a cabo obras de adaptação a um edificio que esteve mais de década e meia em recuperação, reaberto ao público há pouco mais de dois anos, com inerentes pesados encargos para o contribuinte (cerca de um milhão de euros), esta iniciativa de fechar um Museu público de Artesanato, com um acervo de mais de um milhar de peças de valor histórico sem paralelo, para no seu lugar abrir um outro, particular e mais moderno, parece-nos, no mínimo, pobre. Empobrece o contribuinte, empobrece a memória da nossa região, empobrece a nossa oferta turística e a nossa cidade. Manifestando total apoio à ideia de implantar na nossa cidade de Évora o Museu de Design – Colecção Paulo Parra, vimos por este meio, os abaixo assinados, solicitar ao Turismo do Alentejo, à Câmara Municipal de Évora e a todos os vereadores que, sensiveis ao problema, encontrem uma solução alternativa que permita não apenas abrir este mas manter o outro, devidamente enquadrados, cada qual no seu espaço próprio. Assim deixamos, por exemplo, a sugestão de encerrar o estacionamento do SITEE da antiga Rodoviária Nacional em pleno centro histórico (que conta com alternativa gratuita no Rossio de S.Brás, a não mais de 100m de distancia), na rua da Republica - uma das artérias mais nobres da cidade de acesso à Praça de Giraldo – e nesses mais de três mil metros quadrados de Palacete, divididos por dois pisos, edificar – num deles - um Museu de Design que nos orgulhe a todos e que mostre também assim que a cidade de Évora reconhece e se orgulha de seus filhos. Acrescentariamos ainda a sugestão (tomamos a liberdade de o fazer) de, no outro piso livre, albergar porventura também o Museu do Presépio, e eventualmente por protocolo dar também acolhimento a outra colecção privada: a de Fernando e Fernanda Canha da Silva (que há mais de uma década busca espaço de exposição condigno e que conta com mais de dois milhares de peças de todo o mundo, onde muitas são do Alentejo). Contar não com uma atração turística mas com três, que conjugassem, devidamente enquadradas, história e modernidade, tradição e novas propostas, seria enriquecedor para todos. Encerrar um Museu de Artesanato ou reduzir a sua importância ao numero de ingressos que rende é mais que empobrecer-nos. É virar as costas à nossa história e ao que somos.
Podem assinar a petição aqui.
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