13 de outubro de 2010

Estão mas é a tratar-lhe da saúde!

O jornal "Público" adianta hoje que o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, suspendeu o mandato por motivos de saúde. O cargo será assumido, provisoriamente, por Isabel São Marcos, procuradora-geral adjunta nas secções criminais do Supremo Tribunal de Justiça. A magistrada foi indicada por Pinto Monteiro já que a continuidade de Mário Gomes Dias, vice-procurador geral, que atingiu o limite de idade contemplado na lei, foi vetada pelo Parlamento. Esta suspensão de mandato surge numa altura em que o Supremo Tribunal de Justiça confirmou ter recebido uma queixa-crime de um procurador do Tribunal Central e Administrativo do Sul contra Pinto Monteiro, por denegação de justiça, abuso de poder e usurpação de funções.

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12 de outubro de 2010

Outra vez, e bem, o Tiago Mesquita.

Andam por aí a falar em medidas de austeridade, cortes de salários, subidas de impostos, apertar o cinto. Sacrifícios. Só mais um. Agora outro. Já está? Então só mais este que eu sou um grande mentiroso, perdão, distraído. E o que vai o Governo fazer para dar o exemplo? Vai ao stand escolher um Mercedes. Contou-nos o jornal "Sol". Vem aí Durão Barroso passar dois dias durante a cimeira da NATO e não podia sentar o "rabiosque" numa lata com quatro rodas. Não lhe assenta qualquer "tanga", ou já não se recordam? Estamos a falar de um automóvel que vai custar a módica quantia de 134 mil euros. Chama-se a isto um bom pretexto para São Bento trocar de carro. O S450 (chama-se assim o bólide) vai massajar o nadegueiro de Durão enquanto este provavelmente ouve a Toccata and Fugue in D minor de Bach. A crise é tramada. Mas só para alguns. Uns ficam com o rabo a arder, outros com ele macio. Segundo o "Sol", "a contratação agora feita, através da Agência Nacional de Compras Públicas, tem a duração de 48 meses "e "inclui manutenção e pneus para 160 mil kms", sendo que a renda mensal é de 2.807,20 euros, explica a Presidência do Conselho de Ministros. É assim mesmo. Quem vier atrás que feche a porta e pague o carro. Se não houver dinheiro ponham-no a render ao fim de semana. Aluguem-no para casamentos e batizados. Mas há pior. Há sempre pior. Calma que nunca disse o contrário. Então vamos lá... "O Ministério da Administração Interna autorizou um reforço extraordinário do orçamento da PSP, no valor de cerca de cinco milhões de euros, para a aquisição de vário equipamento e material de ordem pública que vai ser usado na segurança da Cimeira da NATO, a 19 e 20 de Novembro." " ...A verba foi "sacada" ao Governo Civil de Lisboa e as compras vão ser feitas por ajuste directo..." "Os cinco milhões vão servir para comprar vário material de ordem pública, incluindo seis veículos antimotim, blindados, norte-americanos." Governo Civil de Lisboa? Eu nem vou perguntar para que serve um Governo Civil nos dias que correm. Nem qual a razão para este vir financiar a compra de automóveis para cimeiras. Até porque tenho vergonha de ouvir a resposta. Nem sequer a razão pela qual um país como o nosso organiza cimeiras da NATO. Muito menos quando tem as calças pelo meio das pernas e a mão estendida em jeito de súplica. Agora pergunto: 5 milhões em 2 dias? Repito: 5 milhões? E vem esta gente pedir sacrifícios? E vergonha? Nada? Nem um bocadinho? Os seis veículos antimotim são para quê? O Governo já está a pensar na fuga? Se assim for justifica-se a compra.

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Isto está bonito, está!

Um procurador do Tribunal Central e Administrativo do Sul (TCAS) requereu ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça que instaure um procedimento criminal contra o Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, por alegada denegação da justiça. Em causa está, segundo a queixa, a escusa de Pinto Monteiro em dar sequência a um requerimento do queixoso para avançar com um processo-crime contra o vice procurador geral, Mário Gomes Dias, pela alegada prática dos crimes de abuso de poder e de usurpação de funções. "Apesar de conhecer a ilegalidade do seu comportamento", o denunciado "não apenas indeferiu a instauração de processo-crime e a entrega do certificado da denúncia, como ameaçou o requerente de tratamento disciplinar", refere o texto da queixa apresentada dia 04 a Noronha do Nascimento pelo procurador geral adjunto do TCAS Carlos Alberto dos Santos Monteiro.

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Chega-lhe com força Carlos Alberto!

Querem lá eles saber!

A advocacia portuguesa é das mais permeáveis ao fenómeno da corrupção a nível mundial, aproximando-se à praticada em países como Paquistão, Rússia ou Nigéria. É a conclusão de um estudo internacional, com base em inquéritos realizados aos advogados. Quando comparado com os restantes parceiros europeus, no que toca ao retrato por regiões, Portugal até nem faz má figura. O cenário só piora quando os advogados portugueses surgem em 11.º lugar num ranking mundial de países, classificados de acordo com as respostas dos seus profissionais: 65% dos inquiridos consideram que, por cá, a corrupção é algo habitual no sector. No cômputo geral, e de acordo com o estudo internacional apoiado pelo Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), à frente de Portugal só o Paquistão, China, Guatemala, Ucrânia, Peru, Colômbia, Argentina, Rússia, México e Nigéria (por esta ordem descendente). No extremo oposto, ou seja, os países cujos advogados questionados consideraram que a corrupção não é um problema no seu ramo, surgem a Dinamarca, Japão, Luxemburgo, Uruguai, Canadá e Chipre. Cerca de 85% dos causídicos portugueses admitiram também que a legislação nacional e os regulamentos profissionais são ineficazes na prevenção e combate à corrupção internacional e ao branqueamento de capitais. Valor igual ao da Rússia, similar ao da Nigéria e só ultrapassado pelos da Venezuela e Argentina. São ainda os jovens advogados, dos 20 aos 30 anos, que dão conta de tal fenómeno. Já os veteranos do Direito pouco o referenciam. Aliás, se mais de 65% dos jovens denunciam a existência de corrupção, esse indicador cai a pique entre os profissionais com mais de 51 anos. Por áreas mundiais, o relatório "Riscos e ameaças de corrupção e a profissão de advogado" aponta à Comunidade dos Estados Independentes, como a Rússia, Ucrânia ou Azerbeijão, os piores indicadores. São daquela região os profissionais jurídicos que mais afirmaram conhecer colegas envolvidos em corrupção internacional; acreditam que colegas já funcionaram como ponte para a prática corruptiva com um governante; ou que a corrupção é algo comum dentro da classe. No geral, metade dos inquiridos consideram o fenómeno um problema com que o sector se depara. Os entrevistados admitiram também que um número significativo é abordado para actuar como agente ou intermediário em transacções suspeitas internacionais. Realizado pela Organização Internacional das Associações de Advogados (IBA) e Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE), o estudo recomenda a formação destes profissionais e a criação de programas jurídicos sobre suborno e corrupção transfronteiriça.

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Parece que está tudo dito. Os mais velhos já nem dão por ela, de tal forma estão habituados a transportar malas cheias de dinheiro estrangeiro...

Hoje em dia são cada vez mais vistos como um estorvo e uma despesa...

Paleontólogos espanhóis descobriram provas que os levam a acreditar que os primeiros europeus não eram propriamente animais, antes pessoas que tratavam dos seus membros mais débeis, os idosos e doentes. Os resultados desta investigação foram publicados na "Proceedings of the National Academy of Sciences". A análise dos ossos fossilizados de um homem pré-histórico, que viveu há cerca de 500 mil anos, está na base desta conclusão. O indivíduo, apesar de sofrer de graves lesões na bacia e na coluna vertebral, que lhe curvavam o corpo e impediam de caminhar sem a ajuda de um apoio, era tratado como membro do grupo. O fóssil foi descoberto em 1994 e pode ser visto no Museu da Evolução Humana, em Burgos, Espanha. "Este homem era muito provavelmente incapaz de caçar, entre outras actividades. A sua sobrevivência durante um período considerável de tempo com esses impedimentos permite-nos colocar a hipótese de que o grupo nómada a que pertencia cuidava dos seus idosos", pode ler-se no estudo. Pela análise dos ossos, os cientistas acreditam que o homem morreu com mais de 45 anos, uma idade que, na época, era já avançada. Os ossos fossilizados foram encontrados no Norte de Espanha, numa gruta em Atapuerca. Trata-se de um local onde existem vários vestígios de civilizações pré-históricas. "Ao invés de ser um fardo, ele pode ter tido conhecimentos valiosos que partilhou com os outros membros do grupo que o ajudaram a sobreviver, fornecendo-nos evidências de um grupo altamente socializado com laços de solidariedade", afirmou Alejandro Bonmatí, um dos paleontólogos envolvidos no estudo.

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Não dá pena pertencer à chamada sociedade ocidental, supostamente civilizada?

1 de outubro de 2010

A análise mordaz de Tiago Mesquita...

As notícias não têm qualquer ligação. Apenas o facto de por mero acaso as ter visionado em simultâneo. Uma no ecrã do computador. Outra no ecrã da televisão. E notícias que à partida não teriam qualquer relação podiam ser caricatura perfeita uma da outra. "Jaime ovelha" era um homem problemático. Acabou mal. No seu historial constam dezenas de episódios de violação de todo o tipo de animais. Furtava galinhas e praticava sexo tântrico com elas - 31 exemplares de um só proprietário. Aparentemente Jaime confundia o galinheiro alheio com o bordel local. Acabava as noites coberto de penas enquanto fumava um SG gigante e bebia um copo de branco. Pelo meio, e à falta de um qualquer ser vivo não humano para saciar a sua bizarria sexual, terá ainda violado uma idosa de 90 anos. A excepção à regra porque o amor de "Jaime Pires do Ó" residia na sodomização de bicharada variada. A última de Jaime vítima terá sido um burro. E segundo o Correio da Manhã terá engendrado a coisa com artes de malvadez: "sodomizou o burro com um pau e tentou incendiá-lo". Não contente com o sofrimento do bicho, e com o fogo que ardia dentro dele extinto (dentro de Jaime), ainda tentou pegar fogo ao pobre animal pois ter-se-á apercebido que se tratava afinal de um macho e não de uma burra (enganou-o com o olhar). Teve azar. O bicho está vivo e de boa saúde e Jaime acabou com o sobretudo de madeira vestido no cemitério local. Assassinado por desconhecido "com objecto metálico redondo, desferiram-lhe dois golpes fatais. Um no peito, outro junto ao ânus". Provou do próprio veneno. Perguntar-me-ão o que raio tem isto a ver com o governo? Nada. Ou tudo. Depende da imaginação. O Governo não é o Jaime e o burro não é o povo. Ou o povo não é burro, se preferirem. Apesar de ser comum tratarem-no como tal. E se não aprecio ver um bicho, como qualquer ser vivo, ser violentado com um pau, menos prazer tenho em assistir a um país inteiro ser empalado com subidas generalizadas de impostos, tudo feito impunemente como quem pilha galinhas e faz amor com elas. E ter, ainda por cima, de continuar feliz e baixar as orelhas, como um jerico. Jaime Ovelha sodomizou um burro e acabou morto. O Governo vai "sodomizando" um país inteiro com medidas de austeridade de toda a forma e feitio e está, aparente e inacreditavelmente, vivo. Jaime usou o pau e o fogo. O Governo usa o IVA, o IRS e outros. Não se sabe se o burro terá apreciado. Mas confesso estar um pouco saturado de ser tratado como um.
PS: 23% de IVA? Meus amigos: "vão roubar para a estrada".

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Eu digo: vão roubar a puta que vos pariu!

Outra opinião sobre a inevitabilidade do sufoco financeiro que se avizinha e que já começou.

Sob o título “O Preço da Irresponsabilidade”, o economista Álvaro Santos Pereira lança, no seu blogue pessoal, um ataque cerrado às medidas de austeridade ontem anunciadas por José Sócrates e Teixeira dos Santos. Santos Pereira começa por referir que estas medidas “poderiam ter sido perfeitamente evitadas se o governo já tivesse anteriormente atacado o crescimento explosivo da despesa pública”. Acusa o governo de ter adiado os cortes na despesa pública e de ter encoberto a verdadeira situação das contas públicas “por razões eleitorais”. O economista centra-se depois no ministro Teixeira dos Santos, acusando-o de ter “feito todos os possíveis e impossíveis para ocultar o verdadeiro estado das contas públicas nacionais e de omitir os encargos da dívida pública indirecta (das empresas públicas) e dos encargos com as parcerias público-privadas”. No que diz respeito ás medidas em concreto, Santos Pereira começa por condenar o negócio com a PT – transferência do fundo de pensões para o Estado – definindo-o como um “malabarismo contabilístico destinado a transferir o despesismo do presente para as gerações vindouras”. As gerações vindouras, segundo Santos Pereira, são igualmente as grandes prejudicadas das grandes obras como o TGV e as auto-estradas já adjudicadas ou em fase de lançamento. O economista questiona: “onde estão” estas obras, nestas novas medidas? O facto de não entrarem para a Conta Geral do Estado – por se tratarem de parecerias público-privadas – não devia significar que devam avançar uma vez que “quem pagará estas obras serão, uma vez mais, as gerações futuras e os governos vindouros”. Também a subida em dois pontos percentuais do IVA é alvo dos ataques de Santos Pereira. Para o economista trata-se de “uma má política” e “simplesmente desnecessária”. Santos Pereira defende que os 900 milhões de euros adicionais que resultarão desta medida poderiam ser alcançados de outras formas. Aponta alternativas: cortes de 10% na aquisição de bens e serviços do Estado; cortes de 10% nas despesas de 50 institutos não relacionados com a Saúde e com a Educação; cortes de 20% nas despesas de capital; reduções substanciais das indemnizações compensatórias às empresas públicas. Por fim, Santos Pereira ataca o documento ontem apresentado pelo Governo, apelidando-o de “ambíguo, cheio de promessas que não devem ser para cumprir, e sem qualquer estratégia de combate estrutural ao voraz despesismo do nosso Estado”. Um documento, segundo o economista, “de uma era que ficará irremediavelmente marcada na nossa História pela irresponsabilidade gritante dos nossos dirigentes e pelas más políticas que condenaram Portugal a um novo atraso económico que já tinha sido superado nas décadas anteriores”. Álvaro Santos Pereira é docente da Simon Fraser University (Vancouver, Canadá), onde lecciona as disciplinas de Desenvolvimento Económico e Política Económica. É professor na University of British Columbia, onde ensina Macroeconomia.

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Uma coisa é certa, quem paga são sempre os mesmos e quem não paga também! Vermes!

29 de setembro de 2010

Um dos pecados capitais, bem no seio da Igreja!

A Procuradoria de Roma congelou 23 milhões de euros nas contas do Banco Vaticano e lançou uma investigação contra o presidente da instituição por suspeita de branqueamento de dinheiro. De acordo com a agência Ansa, além de Tedeschi, também um outro responsável do banco está a ser investigado. Em causa está a alegada omissão, por parte dos dois responsáveis do banco, dos nomes dos autores de transacções financeiras suspeitas, como é exigido na nova cláusula da nova legislação anti-branqueamento que tornou obrigatória a referência dos autores das transacções financeiras, tal como o seu objectivo e natureza. O Vaticano expressou sua surpresa e perplexidade pela investigação judicial e já manifestou a máxima confiança nos dirigentes da instituição.

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E continuam a confiar neles...

22 de setembro de 2010

17 de setembro de 2010

Hans Rosling no TED: Sobre o crescimento da população mundial.





Este senhor ainda vai ser apelidado de comunista...

É isto que andamos paulatinamente a destruir!














Parece-me oportuno, para relativizarmos o que vem sendo ouvido nas conferências TED e para um pequeno intervalo, olharmos para a beleza do Oceano.

Stephen Palumbi no TED: Seguindo o rasto do mercúrio na cadeia alimentar.


Como comemos aquilo que deitamos fora, incluindo os venenos...

Richard Sears no TED: Planeando o fim da era do petróleo.


O regresso de Sir Ken Robinson ao TED: Façamos a revolução da aprendizagem!



Cristalino, como sempre.

Jeremy Jackson no TED: Como nós destruímos o oceano.


Mais um contributo para o Projecto Vénus...