30 de setembro de 2009

"Desenhando o Futuro" por Jacque Fresco. Nono Capítulo.

Nono Capítulo.


Cidades no Mar.

As Fronteiras dos Oceanos.


A teia da vida no nosso planeta é suportada pelo ciclo da água, essa enorme variação de formas de água que fazem parte da circulação planetária: os oceanos, a neve, gelo, chuva, lagos, águas subterrâneas e aquíferos. Esta circulação em constante renovação, alimentada pelo calor do Sol, pela rotação da Terra e pelas forças de Coriolis, sustém todo o ciclo da vida incluindo a humanidade.

Fala-se muitas vezes de áreas do planeta sub-desenvolvidas, mas raramente se presta a devida atenção ao maior dos recursos naturais por explorar, os oceanos. A exploração e desenvolvimento do potencial dos oceanos devem no entanto ser realizados com o maior dos cuidados. Embora os humanos tenham utilizado os oceanos de todo o mundo por milhares de anos como fonte de alimento e meio de transporte, estamos apenas no início no que toca ao reconhecimento do enorme potencial e diversidade deste relativamente inexplorado recurso. Os oceanos oferecem um quase inesgotável ambiente para obter alimento, produção de energia, transporte, minerais, produtos farmacêuticos e muito mais.

No passado constatamos que houve muito pouca estima pela vida que existe nos oceanos, que no fundo é essencial para toda a vida na Terra. Poderíamos sobreviver e progredir mais facilmente enquanto espécie se levássemos a sério as reclamações dos nossos oceanos, se cuidássemos melhor deles dito de outra forma.


Agressões Comuns ao Ambiente dos Oceanos.

Em Agosto de 1970 o exército dos Estados Unidos despejou deliberadamente no Oceano Atlântico contentores com 67 Toneladas de gás nervoso. Pior, o local de despejo encontrava-se junto a uma artéria principal deste sistema de suporte de vida, a Corrente do Golfo, o que torna a limpeza desses detritos ainda mais urgente. As marinhas de guerra de todo o mundo, as frotas de pesca, os cruzeiros e muitas das cidades costeiras costumam utilizar os oceanos simultaneamente como caixote do lixo e casa-de-banho gigante.

A ausência de condições sanitárias adequadas é uma das maiores ameaças para a saúde humana. Resulta em problemas de saúde, doenças e mortes relacionadas com a poluição das águas costeiras. Só o Sul da Ásia tem cerca de 825 milhões de pessoas que vivem nas áreas costeiras sem quaisquer instalações de saneamento básico. Não é difícil de perceber porque é que os níveis de águas de esgoto não tratadas nas costas do Sul da Ásia são as mais elevadas do mundo e isso, para além do risco de saúde que constitui para as pessoas que ali vivem, origina massas tóxicas de algas que provocam a morte em massa de peixes, recifes de coral e demais vida marinha. (4) Página 28 A transformação da biosfera global. Doze estratégias futuristas por Elliot Maynard, Professor Doutorado.

As práticas correntes ambientais destrutivas são no entanto numerosas. Os arrastões de pesca industrial, por exemplo, danificam o fundo do mar de forma massiva e a uma escala global. As suas redes de arrasto esmagam e enterram os organismos que se desenvolvem nos leitos dos oceanos, destruindo a sua alimentação e áreas de reprodução. Este ecossistema é crucial para reabastecer todo o conjunto de alimentos provenientes do mar, pelo que se encontra crescentemente ameaçado. (5) ibidem, página 70.

Este processo causa mais dano aos leitos dos oceanos do que a desflorestação em massa provoca à superfície terrestre. Uma única passagem desses navios de pesca mata entre 5 a 20% dos animais presentes no fundo dos mares e isto processa-se 24 horas por dia, sete dias por semana, ou seja, ininterruptamente, ano após ano em todos os mares do planeta. (6) ibidem, páginas 70 a 71.

A péssima gestão dos recursos tem originado imensas áreas marinhas sem qualquer vida no Golfo do México, onde desagua o Rio Mississippi. As práticas económicas destrutivas abusaram de tal maneira da pesca intensiva que mesmo as espécies com maior capacidade reprodutiva estão ameaçadas de extinção. Por todo o mundo as maiores e mais importantes espécies marinhas, assim como os recifes de coral que as alimentam, estão a desaparecer rapidamente, embora de maneira não natural ou para que a sua morte de alguma forma prolongue o nosso modo de vida. Pelo contrário, estas mortes com laivos de extinção colocam-nos em perigo enquanto espécie e derivam da nossa própria ignorância e até da nossa arrogância. Mesmo relativamente ao mais complexo ecossistema nós actuamos como predadores.

Abram ao Paulo as Portas, da prisão!

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a realizar buscas em escritórios de advogados no âmbito do inquérito que visa suspeitas de corrupção, tráfico de influências e financiamento ilegal de partidos políticos no processo de aquisição dos dois submarinos U-214 adquiridos pelo Estado português ao Germain Submarine Consortium (GSC), no tempo em que Paulo Portas era ministro da Defesa. A notícia está a ser avançada pela revista “Sábado” que adianta que a operação do Ministério Público começou esta manhã por volta das 10 horas em Lisboa e ainda estará a decorrer nas sedes da Vieira de Almeida & Associados e na Sérvulo & Associados, dois escritórios de advogados que terão intervido no negócio de 875 milhões de euros assinado, em Abril de 2004, pelo então ministro da Defesa Paulo Portas.

Notícia aqui.

Só não se percebe porque demorou tanto o Ministério Público a proceder a estas buscas. Parece que esteve à espera que passassem as eleições legislativas... Busquem meninos, busquem com afinco que acabarão por descobrir a comichão, perdão, comichão era o que lhe dava quando ia engatar para o Parque Eduardo VII, a comissão que deram ao Paulinho. Para já, temos tiro no submarino...

28 de setembro de 2009

Acusa e muito bem!

A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ emitiu, ontem, sexta-feira, um comunicado, onde acusa o Governo, e em particular o Ministério da Administração Interna, de produzir legislação que dificulta a investigação dos crimes de corrupção, assim como permite a interferência do Executivo na investigação criminal. Para a ASFIC, o Governo "não distinguiu, propositadamente, em termos de regras, os processos relativos à criminalidade violenta, organizada e complexa - mormente a criminalidade económica-financeira e a corrupção, que são os crimes que mais preocupam muitos políticos, porque lhes pode 'tocar' directamente - dos crimes de massas". A associação que representa a quase totalidade dos investigadores da PJ diz que "assistiu-se a uma perigosíssima invasão de áreas da justiça por sectores da Administração Interna, directamente dependentes do Poder Político (primeiro-ministro)". O resultado, segundo o comunicado da ASFIC, é a governamentalização, com expressão na "figura de um secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, que depende directamente do primeiro-ministro". A ASFIC critica "todos os partidos" que, durante a campanha, "decidiram lançar os temas da justiça penal e da investigação criminal para o fundo da lista dos temas a abordar".

Notícia aqui.

Já tinha falado disto, aqui por exemplo, e agora que voltaram a votar neles preparem-se que a situação só vai piorar...

O povo masoquista.

Podia colocar aqui várias imagens gráficas dos resultados eleitorais de ontem, mas não o vou fazer. A vitória, novamente ainda que sem maioria absoluta, de Sócrates e do P.S. e a subida do C.D.S. para terceira força política não deixa margem para dúvidas, somos um povo masoquista com tendências sádicas. Gostamos de levar porrada! Só pode! Agora que votaram neles, levem com eles!


25 de setembro de 2009

Manobras de diversão.

O pedido feito pelo antigo presidente do Instituto da Conservação da Natureza, Carlos Guerra, para afastar os dois magistrados titulares da investigação do processo Freeport foi indeferido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Não é possível apresentar recurso desta decisão.Carlos Guerra argumentava que os procuradores Vitor Magalhães e Paes de Faria tinham violado o segredo de justiça e tinha pedido o afastamento por suspeitar da imparcialidade dos magistrados.

Notícia aqui.

O objectivo foi conseguido porque as eleições são já depois de amanhã...

Que charco...

O dirigente do PS José Lello, e o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, são acusados de negociar cargos em troca de financiamento partidário com o empresário Licínio Santos envolvido na Máfia dos Bingos, adiantou hoje a TSF. A acusação partiu de Aníbal Araújo, outro membro do PS que foi cabeça-de-lista pelo círculo de Fora da Europa, nas legislativas de 2005. Tanto Lello como Braga disseram em declarações à rádio desconhecer se o empresário financiou o PS. Mas Aníbal Araújo afirmou que os dois negociaram directamente com o empresário. O cabeça-de-lista tinha sido também financiado pelo mesmo empresário que foi detido após a Operação Furacão que desmantelou a Máfia dos Bingos. Segundo a TSF o ex-cabeça-de-lista acusou José Lello de oferecer o consulado honorário em Cabo Frio, no Brasil, um lugar na administração da empresa de telecomunicações Vivo e o controlo da Águas de Portugal na cidade brasileira. O empresário chegou a estar detido no Brasil, actualmente está em liberdade a aguardar o seu julgamento. A Máfia dos Bingos foi acusada de negociar sentenças judiciais e decisões políticas para beneficiar casas de bingo e de máquinas de jogos de azar.

Notícia aqui.

Quem tem a falta de discernimento necessária para votar nesta gente?

O retrocesso.

A associação ambientalista Quercus defendeu hoje que a suspensão da reciclagem dos plásticos mistos, como anunciou a Sociedade Ponto Verde (SPV), era "evitável" e coloca em causa as metas traçadas. O presidente do conselho de administração da SPV, Barahona d´Almeida, anunciou que para evitar a falência da sociedade abandonará, em Outubro, a retoma e envio para reciclagem de plásticos mistos, como embalagens de manteiga, pacotes de batata frita ou copos de iogurtes. À Lusa, o responsável referiu que face à crise actual "não há sectores protegidos".

Notícia aqui.

Sempre a visão meramente economicista dos problemas. Quando perceberão estas luminárias que se trata de um problema global que não se compadece com margens de lucro? Se calhar só quando já for tarde de mais...

24 de setembro de 2009

23 de setembro de 2009

Direitos e deveres económicos, sociais e culturais.

"Artigo 60º. Direitos dos consumidores.
1. Os consumidores têm direito à qualidade dos bens e serviços consumidos, à formação e à informação, à protecção da saúde, da segurança e dos seus interesses económicos, bem como à reparação de danos.
2. A publicidade é disciplinada por lei, sendo proibidas todas as formas de publicidade oculta, indirecta ou dolosa.
3. As associações de consumidores e as cooperativas de consumo têm direito, nos termos da lei, ao apoio do Estado e a ser ouvidas sobre as questões que digam respeito à defesa dos consumidores, sendo-lhes reconhecida legitimidade processual para defesa dos seus associados ou de interesses colectivos ou difusos."

22 de setembro de 2009

"Desenhando o Futuro" por Jacque Fresco. Oitavo Capítulo.

O Medo das Máquinas.

A Libertação pelas Máquinas.

Muita gente teme a tomada do poder na sociedade pelas máquinas, mas não há conhecimento até hoje de um único acto ou plano orquestrado por máquinas para magoar quem quer que seja… Infelizmente, o mesmo não se pode dizer em relação aos seres humanos! Humanos, e não máquinas, utilizaram gás nervoso e mísseis para a destruição. Mesmo os acidentes com automóveis e aviões são na sua grande maioria provocados por erros humanos e não por falhas mecânicas.

Outros temem os rápidos desenvolvimentos tecnológicos, especialmente as máquinas automatizadas e cibernéticas capazes de substituir os seres humanos, algumas vezes com vantagens. Para sermos justos, alguns destes medos são justificáveis num sistema monetário como o actual onde rápidos aumentos na produção de bens requerem cada vez menos trabalhadores.

Outros ainda desconfiam de uma sociedade computadorizada e temem possíveis falhas que possam ocorrer nas máquinas. Eles preocupam-se com a possibilidade de essa tecnologia nos transformar também progressivamente em máquinas, conduzindo-nos à uniformidade, à perda de individualidade, de liberdade de escolha e da privacidade individual.

Em defesa das máquinas, podemos dizer que não há provas de que as máquinas, por si só, possam actuar contra os seres humanos, excepto talvez em contos de ficção científica. São os humanos que programam as máquinas e lhes ditam os usos, pelo que não são as máquinas que devemos temer mas sim o seu eventual uso impróprio e desviado dos objectivos traçados. Não podemos esquecer que o bombardeamento de cidades, o uso de gás nervoso, as prisões, os campos de concentração e as câmaras de tortura foram todos operados por seres humanos e não por máquinas. Mesmo as armas atómicas e os mísseis teleguiados foram construídos e dirigidos por pessoas. As pessoas poluem o ambiente, o ar que respiramos, a terra arável, os oceanos e os rios. O uso e venda de drogas nocivas, a distorção da verdade, o fanatismo e o ódio racial fazem todos parte de sistemas humanos imperfeitos e de falsa doutrinação, nunca característicos das máquinas.

O perigo não reside nas máquinas, reside em nós. Enquanto não assumirmos as responsabilidades da nossa relação com os nossos semelhantes e o controlo inteligente dos recursos do planeta, permaneceremos como o maior perigo para a vida do planeta que nos sustenta. Mais. Se alguma vez ocorresse um conflito armado entre humanos e máquinas, não teríamos dúvidas sobre quem o despoletaria!

Como vimos, não é nem a ciência nem a tecnologia que estão na origem dos nossos problemas enquanto civilização. Os nossos problemas advêm do abuso e mau uso de humanos sobre outros humanos, sobre o ambiente e a própria tecnologia. Numa sociedade mais humana as máquinas são utilizadas para encurtar a jornada de trabalho, aumentar a disponibilidade de bens e serviços e estender os tempos de lazer. A nova tecnologia é usada para aumentar o nível de vida de toda a população e, deste modo, o incremento da tecnologia mecanizada é benéfico para todos, não se justificando o medo pela actuação das máquinas.

Estás mesmo a pedi-las Ção!


Direitos e deveres económicos, sociais e culturais.

"Artigo 59º. Direitos dos trabalhadores.
1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar;
c) A prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde;
d) Ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas;
e) À assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego;
f) A assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.
2. Incumbe ao Estado assegurar as condições de trabalho, retribuição e repouso a que os trabalhadores têm direito, nomeadamente:
a) O estabelecimento e a actualização do salário mínimo nacional, tendo em conta, entre outros factores, as necessidades dos trabalhadores, o aumento do custo de vida, o nível de desenvolvimento das forças produtivas, as exigências da estabilidade económica e financeira e a acumulação para o desenvolvimento;
b) A fixação, a nível nacional, dos limites da duração do trabalho;
c) A especial protecção do trabalho das mulheres durante a gravidez e após o parto, bem como do trabalho dos menores, dos diminuídos e dos que desempenhem actividades particularmente violentas ou em condições insalubres, tóxicas ou perigosas;
d) O desenvolvimento sistemático de uma rede de centros de repouso e de férias, em cooperação com organizações sociais;
e) A protecção das condições de trabalho e a garantia dos benefícios sociais dos trabalhadores emigrantes;
f) A protecção das condições de trabalho dos trabalhadores estudantes.
3. Os salários gozam de garantias especiais, nos termos da lei."

Por mais que os tentem ocultar ou minimizar, continua a existir discriminação no mercado de trabalho com base na idade, no sexo, na raça, na religião e nas convicções políticas ou ideológicas. Alguém é capaz de o negar? Basta olhar à nossa volta e pensar um bocado... Relativamente às mulheres persistem também as tendências descriminatórias, que se podem traduzir abreviadamente:

-no acesso ao emprego por parte das jovens que são preteridas face aos jovens mesmo com melhores médias e mais formação;
-na persistência das discriminações salarais e mesmo incumprimento do preceito legal de ‘trabalho igual, salário igual’;
-no agravamento das condições de vida das mulheres dos sectores em maior desvantagem social, sensivelmente a partir de 2002, com um maior desemprego e maior pobreza;
-no acesso a cargos de chefia, ainda que com maior curriculum;
-no acesso aos lugares de topo na política;
-na enorme sobrecarga de trabalho que sobre elas ainda recai, sobretudo nas tarefas domésticas e do cuidar;
-na aplicação dos direitos de maternidade, sobretudo no caso das profissões das classes trabalhadoras e nas de carreiras das classes mais eruditas, como as académicas, gestoras empresariais;
-na desigualdade de acesso aos direitos gerais por parte das lésbicas e da subordinação em termos da orientação sexual;

21 de setembro de 2009

Será assim tão difícil?

Nos arredores de Copenhaga, na Dinamarca, uma empresa transforma lixo doméstico em electricidade e calor para 80 mil habitações. Sempre que dá lucro, a empresa de Vestforbraending reflecte esses resultados nas tarifas que pratica junto dos seus clientes. Ou seja, quanto mais lucro consegue, menos pagam os seus clientes pela energia que lhes é vendida.

Notícia aqui.

A isto se chama uma sociedade avançada e civilizada! Nós por cá ainda estamos a iniciar a recolha selectiva de lixo, coisa que nos países mais a norte já tem décadas... Já imaginaram um gestor português a baixar tarifas porque obteve maiores lucros? Pfffffffffffffffffff!

18 de setembro de 2009

Este Preto é mesmo Negro!

A militante social democrata Irene Lopes, em declarações à revista Sábado, acusou dirigentes do PSD de comprarem votos a militantes em bairros sociais. O deputado António Preto é acusado de dar cobertura a estas práticas. Irene Lopes – militante desde o início dos anos 80 na secção H em Benfica - garante que viu pagar 25 a 30 euros, em dia de eleições para a distrital e para presidente do partido, nas secções H e Oriental, presididas por Rui Marques e Ismael Ferreira. A militante diz que António Preto tem nas diversas secções de voto “amigos ou pessoas em quem confia que lhe disponibilizam votos a nível distrital e até nacional”. Segundo Irene Lopes militantes inscrevem pessoas que “não têm nada a ver com o partido nem desejam ser militantes” em troca de empregos nas juntas de freguesia controladas pelo PSD. Ou seja, como diz a Sábado, a estratégia de angariação de inscritos no PSD passa pela contratação de avençados em juntas de freguesia que, para manterem os seus empregos, garantem a manutenção do poder ao presidente da sua secção conseguindo militantes que votam em quem lhe indicam. Quem recebe o emprego tem de inscrever os seus familiares como militantes do partido. “As quotas são pagas e ainda pagam um abonozinho, uma despesa de deslocação para quando vão votar nas secções” pedidas pelo partido, referiu Irene Lopes. “À porta da secção H e Oriental há umas caixinhas com dinheiro e pagam ali às pessoas. As pessoas acabavam de votar, diziam ‘já votei’ e davam-lhes umas notinhas” entre 25 e 30 euros, afirmou. Aponta os ex-amigos António Preto e Sérgio Lipari, da secção A, de Benfica, de serem coniventes com estes processos ao longo dos anos. E garante que teve 14 militantes fictícios inscritos com a sua morada. Várias fontes da Sábado que trabalharam de perto com António Preto confirmaram estes procedimentos. A Sábado salienta ainda que em termos estatísticos as principais secções do PSD na distrital de Lisboa duplicaram de militantes com quotas pagas entre 2002 e 2008, sendo que a secção E sextuplicou os filiados.

Notícia aqui.

Palavras para quê? São mafiosos à portuguesa... E é gente desta que Manuela Azeda o Leite defende para as suas listas. Pobre país, entregue a tal escumalha!

A edificante tolerância do P.S....

Foram dez minutos de enorme confusão, com insultos, empurrões e pontapés. A equipa do programa “Vai Tudo Abaixo”, dos vídeos Sapo (ex-Sic Radical) – quatro homens e um megafone -, arrasou esta tarde com a passagem de José Sócrates no Seixal. Não houve arruada e quase ninguém ouviu o discurso mais curto da história desta campanha. E acabou com os actores Nuno (Jel) e Vasco Duarte (a dupla Neto e Falâncio) a caminho da esquadra. Quando a caravana rosa desembarcou na Avenida Marginal do Seixal, já a equipa televisiva esperava: Neto e Falâncio com ‘look’ revolucionário, estilo anos 70, Neto com um megafone em punho e Falâncio armado com uma perigosa guitarra. Mais afastados, estavam o produtor de rastas e saia, enquanto o discreto operador de câmara se misturava com as televisões. Rapidamente foram reconhecidos pelos jornalistas, mas não pelo ‘staff’ e seguranças socialistas, que os sinalizaram como factor de risco. A JS recebeu instruções para cercar os dois actores com bandeiras e gritos de ordem, o corpo de segurança pessoal do primeiro-ministro posicionou-se para os neutralizar e só largos minutos depois chegou o núcleo duro com Sócrates no centro. Neto e Falâncio estavam preparados. “Olhem as fábricas a fechar. Isto é bom para a luta. O desemprego a aumentar. A luta continua. Obrigada Sócrates pela precariedade”, gritava Neto no megafone, rompendo a barreira de som da JS, que à sua volta gritava “PS!PS!”A confusão era enorme. Sócrates era levado para o palco e os actores corriam no meio da massa socialista, saltando canteiros, tentando chegar à frente do palco. Mas foram empurrados, insultados e até levaram alguns pontapés. Mas não se renderam.“Está tudo gravado”, exultava o produtor, enquanto ajudava Neto a trepar para cima de uma paragem de autocarro, partindo-lhe a cobertura. Atirou-lhe o megafone - "a luta continua" -, no momento em que chegava um agente da PSP e quando Sócrates já abandonava o palco e o Seixal. Isto depois de ter elogiado a sua campanha. “Nós não fazemos provocações em lado nenhum, é uma campanha com elevação e tolerância, que não vai fazer provocação a lado nenhum”. Contactado pelo PÚBLICO, Nuno Duarte (Jel) avisou: "Isto não pára por aqui. Também vamos ao PSD, ao CDS-PP, a todos. A luta é democrática!"

Notícia aqui.

Bebendo directamente dos tiques autoritários e pouco democráticos de Sócrates, eis que a J.S. revela a massa de que é feita, ou seja, má massa. Deviam ser meninos de Massamá... Dá-lhes Falâncio!